sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

INTERCESSOR - INTERCESSÃO

INTERCESSOR – ORAÇÃO DE INTERCESSÃO

Quem faz a oração de intercessão é aquele que sabe, aquele que pode e sente obrigação de interceder. Intercessor é aquele que, verdadeiramente, quer interceder.
Intercessor é aquele que sabe o que um necessita e o que o outro pode fazer.
Intercessão é a ação do intercessor para a realização daquilo que é bom para os dois: o que necessita e aquele que tem e quer dar para o necessitado.
Intercessor é a peça fundamental para que, por ele, se realize o que por ele também é desejado: o relacionando intimo do que tem com o necessitado que não tem e precisa ter.
O resultado dessa intimidade entre os dois será o sucesso da intercessão.


INTERCEDER: Rogar – suplicar por outrem – intervir a favor de alguém.
INTERCESSOR: Aquele que une – provoca a unidade do forte com o fraco, do pobre com o rico, do que tem com aquele que necessita.


O intercessor é aquele que é tão íntimo com o que tem quanto é com o que nada tem.
Intercessor é aquele que se une ao necessitado para que tenha o que ele já tem daquele que tem para dar.

Quem faz um intercessor é aquele que tem para dar. É aquele que é forte e quer se-lo com o fraco. Aquele que tem para doar, e quer quem queira receber. É Deus que precisa de intercessores.



O intercessor é criado e autorizado pelo que tem para trazer a Ele os necessitados.
Só quem tem para dar é que precisa de intercessor. Ninguém espera alguma coisa de quem nada tem nem o pode indica-lo àquele que necessita.
O intercessor não é somente aquele que roga, suplica por outrem mas, aquele que é canal pelo qual o necessitado é suprido.

Uma vez entendido racionalmente, vamos adentrar no conhecimento do sobrenatural, ou seja, ser um intercessor junto a Deus.
Tudo o que é do querer de Deus que façamos se torna em nós um dom: Deus por você para aquilo que Ele quer realizar..
Ser intercessor é uma vocação batismal, um fazer parte do querer de Deus conferido pelo Sacramento do Batismo.
Ninguém é pronto nem perfeito para ser intercessor. Será pelos exercícios da intercessão que o escolhido vai sendo constituídos por Deus para o que Ele, Deus, quer em nós e por nós.
Todos podem ser “intercessor” porque somos intercessores, (Ez 22,30).
Na medida em que vamos nos tornando íntimos de Deus, vamos experimentando a alegria de ser intercessor, aquele por quem Deus faz aproximar-se dEle outro escolhido.

A Bíblia narra a história de um Deus que procura o homem para que, com este homem, Ele, Deus, possa encontrar outros homens, a fim de salvar os homens. Este homem é seduzido por Deus para expandir a sedução a todos os homens que vão tornar-se seu povo, Reino de Deus na terra,
Este homem vai chamar-se: INTERCESSOR.

Quando Abraão fica sabendo que Sodoma e Gomorra iam ser destruídas, tenta interceder junto a Deus para evitar tal destruição. O diálogo entre Deus e Abraão termina quando Deus convence Abraão de que se Ele encontrasse, pelo menos dez justos, não destruiria as duas cidades.

Entendimento: Se Deus encontrasse dez ou apenas um justo, por esse justo, Deus nele, teria condições de salvar as duas cidades da destruição.
JUSTO é então aquele que permite Deus agir por ele para salvar o homem em estado de pecado.
É Deus quem procura o intercessor através de um intercessor: O profeta Josué vai dizer: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”. Casa é também aqueles que com Josué conviviam. (Jos. 24, 14-15).

Deus se faz em JONAS para convencer o povo de Nínive a abandonar a vida de pecado fazendo penitências. O Rei entendeu e ordenou ao seu povo o jejum e a penitência e Nínive não foi destruída.
“Jesus ao ver a multidão, sentiu compaixão dela, porque estavam humilhados e abatidos como ovelhas sem pastor”. Jesus viu a multidão e sentiu compaixão: isto o levou a escolher os doze apóstolos e a envia-los a pregar, a curar, a libertar...
Os apóstolos, a Igreja, foram criados, não para eles mesmos; foram criados para salvar o mundo, para as pessoas, sobretudo os oprimidos e humilhados. A Igreja afirma que ela existe, unicamente, para o mundo. As alegrias, as tristezas, as esperanças, as angustias dos homens são também dos discípulos de Cristo, sua Igreja.

Quando lemos a Bíblia, a Palavra de Deus, escritas pelos homens que se deixaram experimentar o viver Deus em suas vidas, lemos a verdade proclamada por intercessores. Homens seduzidos para que se deixassem serem totalmente seduzidos.

O intercessor, portanto, é aquele que pela sua intimidade com Deus se colocar em condições e a disposição para aquilo, que ele sabe, que é do querer de Deus.
Se vai fazer intercessão por alguém ou pelo grupo que pertence, ele deve saber “O PARA QUE” Deus vai estar presente na vida da pessoa ou do grupo de oração. O intercessor deve saber a importância da receptividade, da abertura de coração da pessoa ou das pessoas, no caso de grupo de oração, que deverá existir para o maior sucesso da presença salvífica de Jesus presente.

O desejo ardente do intercessor para que haja o entregar-se a Jesus dos presentes o tornará ungido para ser ele instrumento de conquista daquelas vidas a Jesus.
Lembre-se, o intercessor é aquele que vai se entregar para ser um entregador de vidas a Jesus.
O intercessor não é só intercessor quando está reunido com o grupo de intercessão para tal, ele é chamado para ser um constante intercessor onde quer que esteja.
INTERCESSOR é um modo de viver a vida.
Lembre-se: O intercessor é aquele que sabe e por isso tem sua vida voltada para aquilo que Deus quer realizar, entre os que com ele convive: em casa, no serviço, no clube, na rua, na Igreja principalmente, em fim, onde quer que esteja ele está se oferecendo a Deus para o bem dos que estão com ele.
INTERCESSOR é aquele que tem o Espírito Santo no comando de sua vida para conquistar vidas para Deus. É aquele que sabe perfeitamente o que está fazendo: está amando o próximo com o amor que Deus tem por ele.

Coloquemos tudo isto em prática.
Mas como poderia colocar em prática se não sou o que deveria ser?
Se nem sequer consigo ser para mim um viver na intimidade com Deus?
Como, se estou longe de ter minha vida sob a perfeita direção do Espírito Santo de Deus?
Como, então, ser o que gostaria tanto de ser: um intercessor?

Quando toda verdade da sua realidade vier, plena e tranqüilamente, revelar o como é o seu viver, então você poderá começar a sentir-se em condições ideais para iniciar sua vida de intercessão.
Você vai interceder como quem não tem condição mas, tem muito amor pelo que quer fazer.
Não poderá existir intercessor sem ser humilde pois, é o dom da humildade que possibilitará você a ser um intercessor.
Lembre-se, você está tomando conhecimento de uma vida sobrenatural, Vida de Deus em você, e para a qual estais sendo chamado a vive-la através da sua vida natural. Deus sendo Deus por você.

Lembre-se: um intercessor é aquele que advoga, com sua vida, a causa de Deus como sendo sua também.
AMÈM – ALELUIA – AMEM. Mário Machado. Blog: machadom.blogspot.com

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Grupo de Oração 2

(Mc 3,13):
Chamados – escolha – escolhidos.
Foram até Ele para serem instruídos, formados.Missão: Para com Ele anunciar a salvação.
Evangelizar, o coração de outros escolhidos.
Participar dos Sacramentos com Jesus.
Participar das orações com Jesus.
A missão é de Jesus, eu sou só o instrumento, o portador de Jesus para o que Ele quer realizar – “A Nova Vida” na vida dos outros escolhidos.
(Lc 10, 1-11):
Recomendações – Envio para a missão designada: anunciar Jesus que vai vir pessoalmente a ele.

(Lc 10, 17-20):
Retorno: Avaliação das maravilhas acontecidas.
Empolgados, alegres, sentimentos de entusiasmo surpreendente.
(Advertência para não se empolgarem para não se vangloriarem).

(Lc 10, 21-24):
Jesus celebra com o Pai: Agora a salvação pode chegar aos homens pelos homens.
Agora existe uma Missão: “Deus no homem e o homem em Deus para a salvação do homem”.
“O homem faz parte do Reino”. “Faz parte da missão de Jesus”.

Não se pode perguntar o porque que estamos no grupo de oração. As respostas seriam diversas e diferentes para cada um.
Estamos no grupo de oração para conhecer a resposta que Jesus tem para cada um “Do para que é que estamos no grupo de oração”.
Será Jesus que nos revelará tal verdade: “para que é que estamos lá”.

VEJAMOS:

(Gl 2, 20): O Apóstolo Paulo nos fala algo que acontece com ele e que deve acontecer com todos nós: “Eu vivo, mas já não sou eu, é Cristo que vive em mim”.
Como eu vivo e não sou eu que vivo? Como eu vivo e Cristo vive também em mim?

VEJAMOS: “EU VIVO”.

Eu vivo como? Como é o meu viver?
Perceba, vivemos sendo aquilo que as circunstâncias nos envolvem. O resultado do meu viver é aquilo que me cerca.
Somos pela própria natureza humana preocupados devido não termos o domínio de todas as situações que nos envolvem, como nossos relacionamentos, nossa saúde, situação financeira, as condições necessárias para um belo resultado daquilo que deveremos conseguir ou conquistar.

Se alguém me aborrece, pronto, estragou meu dia.
Aquilo que presencio, que vejo, minha mente irá processar e desse resultado resultará meu estado emocional: positivo ou negativo.
Aquilo que escuto, da mesma forma meu racional irá processar e ditar minha satisfação ou insatisfação.
O que cheiro, o que toco, o paladar que sinto, tudo será processado pela minha mente realizando, assim, o meu prazer ou a minha rejeição.
É comum sem motivo algum sentirmos um estado de tristeza, desanimo, insatisfação, nada nos faz alegres.

O nosso estado de mágoa, raiva, ódio é resultado do processar daquilo que está acontecendo e nos envolvendo.
Relacionamentos familiares: marido, esposa, filhos, parentes podem ser uma fonte de bem-estar como também uma fonte de tristezas, de aborrecimentos que nos levam a complicar nossas vidas.
Relacionamentos profissionais, religiosos, sociais são facas de dois gumes; podem ser uma grande ajuda como um grande motivo para gerar todo tipo de mal-estar.
Somos assim felizes e muito infelizes de acordo com aquilo que gera o meu “EU VIVO”.
Pense bem no seu “eu vivo”. No como é sua vida. Ela é aquilo que você sempre desejou que fosse?
Deixo para você enumerar os detalhes bons e maus que são o cotidiano da sua vida.
Deixo para você fazer um levantamento da sua vida para que você mesmo chegue a conclusão de que ela é ridícula diante da beleza que você dela esperava.
Creia, no mundo só encontraremos a felicidade esperada se não pertencermos a este mundo.

“Vivo no mundo, vivo do mundo mas, não sou do mundo”.

“É CRISTO QUE VIVE EM MIM”:

´É para isso que estamos freqüentando o grupo de oração. Para permitir Jesus realizar a nossa salvação.
Ou seja, conquistar nossa alma para que ela, submetida ao Espírito, submeta nosso racional a processar como quem vê com os olhos de Deus, escuta com os ouvidos de Deus. Todos os sentidos conforme os sentidos de Deus.
Então, saberemos compreender que, aquele que está sob o comando da cultura mundana não tem condições de ser conforme a vontade de Deus.
Sentiremos amor por ele, ou seja, nos oferecemos à Deus para que, através de nós, Deus o liberte do mundo e o introduza no seu Reino.
Só assim saberemos perdoar os que querem nos prejudicar, nos fazer o que é mau.
Saberemos compreender a grandeza do amor de Cristo quando na Cruz disse: “Pai, perdoai-os pois, eles não sabem o que fazem”.
Saberemos amar, da mesma forma, os que nos amam e os que não nos amam também.

Lembremo-nos que, se somos um grupo de oração de Jesus, somos compromissados com todos pois, será através de cada um de nós que irá circular as graças de salvação para o outro. Cada um do grupo será uma benção de Deus para o outro.
Dizer: não sei se vou ao grupo sem motivo sério, é não estar querendo receber as graças e nem ser canal das graças para outros. É triste, muito triste, irmãos assim.

Lembremo-nos, também: se somos os escolhidos para formar um grupo do Senhor, existe para o grupo em conjunto e para cada um de nós individualmente, uma missão a ser realizada com Jesus através do nosso viver, ou seja, do Cristo vivendo em você e em mim, por você e por mim.

AMÉM – ALELUIA. REALIZE SENHOR EM NÓS E POR NÓS CONFORME A VOSSA VONTADE.

Mário Machado. Visite meu blog: machadom.blogspot.com

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Incrivel e' quem eu sou pelo que estou sendo


(Jo.10, 34). Jesus, censurado pelos judeus que queriam apedreja-lo porque sendo homem se fazia Deus, respondeu-lhes: “Não está escrito na vossa Lei: Eu disse: Vós sois deuses”. Conforme
(Sl 81,6; Is 41, 23).
E continua no versículo 35: “Se a lei chama de deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida ora, a escritura não pode ser desprezada”.
Pense bem, se Deus conversa comigo é porque eu sou capaz de ser eu com Ele.
Assim sendo, eu sendo de Deus, eu faço parte de Deus. Em mim tem Deus.
Deus faz parte de mim e eu faço parte de Deus, então, eu existo única e exclusivamente porque Deus existe e porque eu existo, Deus é Deus.

Deus é vida, pois só quem é vida existe e eu tenho vida, vida que só pode ser de Deus, pois só Deus é vida portanto, eu sendo vida faço parte da vida do Deus que é vida.
Eu existo porque sou vida, vida de Deus que me faz ser eu.

Deus é Paz, é Harmonia, é Felicidade, é Sabedoria. Deus é o que é, incapaz de ser errado para poder errar. Ele é a Verdade. Diante da verdade, diante de Deus, toda mentira é desmascarada e inexistente. A mentira, diante de Deus, não tem vida, não existe, por isso não acontece.

Eu não sou a paz mas, eu posso ter Paz. Eu não sou a harmonia, a felicidade, a sabedoria mas, “eu posso” viver da Harmonia, da Felicidade, vivendo da Sabedoria. Eu Posso ter “A Verdade” e viver sendo a verdade. Serei incapaz de ser errado para poder errar. Serei também uma verdade e, a mentira diante de mim não existirá, ela é morta.

Moisés ao receber uma missão de Deus pergunta-lhe: se me perguntarem qual o seu nome que direi? “Deus lhe respondeu: diga que o “Eu Sou” mandou-lhes dizer”.
Deus é, por isso não pode ser de outra maneira. Deus é o que é.
Percebo em mim que sei quem eu sou mas, não consigo ser o que eu sou.
O que eu sou está em mim mas, o que eu sou não acontece pelo meu ser.
Existe em mim uma tendência, uma força muito grande fazendo de mim e por mim exatamente o oposto do que eu sou para ser.
“Deixo de fazer o bem que quero para fazer o mal que não quero” disse o Apóstolo Paulo.
Existe, então, em cada um de nós duas forças: a do mundo e a do REINO. “O príncipe deste mundo é Satanás” diz a Palavra enquanto que o Reino é o próprio Deus habitando em cada um de nós.
Ora, é verdade que a Palavra nos afirma que fomos gerados no pecado, ou seja, há em nós os ensinamentos que nos geram numa cultura demoníaca.
Para nos libertar do saber realizar O MAL, especialidade de todo ser humano, e passar a valorizar só O BEM, especialidade divina, devemos nos inculturar do querer a Deus como nosso modo de pensar e ser. “Deus será por mim”. “Eu vivo mas, não sou eu é Cristo que vive em mim”.

Um garoto conta a seu pai: “Pai, percebo em mim dois animais: um bondoso, meigo, alegre, brincalhão e outro bravo, maldoso, traiçoeiro, perigoso e quer devorar o outro. Pai, qual deles vai vencer em mim? E o pai respondeu: Meu filho, vai vencer aquele a quem você alimentar mais”.

Perfeita essa historinha não é? Tal e qual a sua e a minha, não acha?
Lembremos da resposta do pai: “Quem você alimentar mais”. Aí está o tesouro encontrado: aquele a quem eu alimentar mais.
Para alimentar o mal eu sou especialista, sei faze-lo como ninguém; faz parte da minha natureza.
Porém, como é que sei que existe O BEM ?
Se eu sei é porque tenho, por experiência própria, conhecimento da existência e da sua importância para a minha vida.
Um mistério vem me libertar de outro mistério.

O mistério da Verdade vem me libertar do mistério da Mentira. Aquilo que era mistério, continua mistério só que agora eu sei qual mistério devo consagrar a minha vida.
Na medida que vou crescendo no conhecimento e na prática do bem, percebo quão diferente passa a ser o meu viver. A qualidade de vida é outra. O meu relacionamento é de quem tem muito para dar e muita necessidade de receber.

Lembremos que o BEM é fruto do AMOR e só Deus é AMOR portanto, o bem é nos revelado por Deus que vive em cada um de nós. Deus está e faz parte da nossa vida exatamente para que tenhamos condições “do gostar” de praticar o bem por Ele sugerido.

Na medida que vou crescendo no prazer de viver a vida sugerida e acompanhada por Deus, vou me sentindo superior às minhas aberrações humanas. Posso, assim, libertar-me daquilo que sempre foi natural no meu modo de viver: insegurança, tristeza, medo, mágoa, ódio, em fim, tudo aquilo que o meu racional processa em função da realidade em que se vive neste mundo. Torno-me, também, um orientador para o irmão, um instrumento de Deus para evangelizar outro escolhido.

Começo, assim, penso eu, a adentrar na vida do REINO, vivendo por Cristo, com Cristo e em Cristo.
Percebo também, o ser instrumento de Deus para a libertação de outros. Uma sabedoria para orientar, aconselhar, admoestar aqueles por quem sinto obrigação prazerosa de faze-lo.
Percebo, também, em mim,o gosto de relacionar-se com pessoas de vida no espírito. Gosto muito de aprender com quem tem riquezas espirituais para me dar. Leio livros dos santos vivos e mortos pois eles tem experiências fantásticas que me interessam. Aprendo muito com a leitura.

A coisa mais linda que estou aprendendo, o fundamento para chegar onde vislumbro, é que eu sei, claramente, que há muito ainda para aprender, vivenciar o que for aprendendo sabendo que muito ainda vai faltar. Na medida que vou aprendendo, descubro mais a minha insignificância confrontada com a grandeza da beleza de Cristo Jesus.
Acredito que esse mistério é a causa de que os santos nunca se julgaram santos, pelo contrário, consideravam-se grandes pecadores e cuja salvação seria somente pela misericórdia de Deus.

No pouquíssimo que sou sinto que já sou um milagre de Deus acontecido e acontecendo pela minha vivência como igreja na Igreja de Cristo.

AMÉM – ALELUIA. Mário Machado 02 / 10 / 08.

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sábado, 30 de agosto de 2008

N.Sra.da Salette Reconciliadora dos pecadores

Nossa Senhora da Salette - Reconciliadora dos pecadores.
Rogai sem cessar por nós que recorremos a vós.

Reconciliar: voltar à amizade, à intimidade perdida.

Intimidade: identificação no pensar, no querer e no agir.
(O que você acha de fazermos isto? Pucha, era exatamente o que eu ia propor a você).
Por essa identificação as pessoas se somam e se tornam realizadoras do que pensam e querem fazer.
Cada um passa a ser uma inspiração, um incentivo para o outro. Serão normais e constantes as descobertas renovadoras, daquilo que se estava fazendo. O amanhã será sempre um novo dia.
As novas descobertas e aperfeiçoamentos surgirão espontaneamente.

Pecadores: são aqueles que, pela sua natureza de pecador, não sabem ou não conseguem experimentar a Deus. Nunca souberam quem é Deus, nem o que Deus pode fazer por suas vidas. Vivem única e exclusivamente do seu potencial, desconhecendo totalmente as abundantes graças que recebem de Deus. Têm comportamentos em função do que “processa seu racional”. Vivem em função do que seus olhos vêm, seus ouvidos escutam, seu olfato cheira, de seu paladar para escolher o que comer ou beber, do tato para definir o que lhe agrada tocar. Vivem pelos sentidos, ou seja, exclusivamente do exterior. São materialistas, desconhecem totalmente o seu interior espiritual. Ignorando serem materialistas não deixam espaço para a vida espiritual.
Quem não sabe quem é perde a condição de deixar de ser o que é.
Sem permitir o espiritual frear seus instintos, partem para aberrações de condutas tão conhecidas de todos nós pelos noticiários. Quando praticam o bem, o praticam para satisfazer suas vaidades.

“Rogai sem cessar por nós que recorremos a vós”: Se recorro a Nossa Senhora da Salette é porque tenho consciência de que não sou diferente dos homens. Sou pecador, ou seja, tenho condições perfeitas de cometer pecados. Sei pecar, sei praticar o que é mal para os outros e para mim. Sei ser o que devo ser sem precisar de Deus.
Quem recorre a N. Sra. Da Salette, o faz em estado de graça, pois é pela graça de Deus que nos tornamos capazes de nos reconhecer pecadores, portanto, dependentes de Deus.

Nossa Senhora da Salette ou na Salette veio profetizar o que Deus e ela sabiam que ia acontecer de ruim para o povo através da natureza. A terra não ia produzir alimentos suficientes e a fome ia ser inevitável. Maria, profeta de Deus e as crianças profetas de Maria.

A profecia: A aceitação da conversão seria suficiente para impedir a realidade da natureza.
Deus seria com o “seu povo” o pacificador da natureza, o mal seria evitado.

Qual conversão? Fazer bem as orações, ir à Missa para celebrar com Jesus a salvação, conhecer por experiência, o poder misericordioso de Deus através da oração. Respeito para com a Igreja na freqüência e no comportamento.

Dificuldades: Não foi reconhecer a veracidade da profecia pois, já estavam presenciando tal realidade. O difícil foi acreditar e aceitar, dois garotos, pobres, analfabetos a relatar com clareza algo impressionante, sobrenatural.

Desfecho: E agora o que fazer. Fazer e ser o que dois meninos falaram? Isto seria muito difícil,
poucos aceitariam. Não acreditar na revelação? Podemos imaginar a situação que acontecia na medida que o fato ia se espalhando.
É aqui que entra a autoridade e o respeito à Igreja. É a Igreja que faz o discernimento de fatos espirituais revelados. Se não fosse a Igreja o desfecho da história teria sido catastrófico. É a Igreja que tem o Espírito Santo para tais decisões,;autoridade para proclamar a verdade e derrubar a mentira.
Salette não é só uma profecia para o povo. É uma presença viva, preocupante, orientadora de Deus por Maria e com Maria para a sua Igreja poder ser o local das graças necessárias à conversão e as proteções divinas.

E hoje? Salette é uma realidade tanto de Deus como da natureza. A veracidade da Salette é eterna e imutável. O povo se afasta de Deus, ridiculariza a Igreja com seu comportamento mundano, perde a intimidade com Deus. O povo fica, assim, sem saber o porque de tantas catástrofes, acidentes, calamidades comportamentais acontecendo na nossa cara.

O que fazer? Uma música do Padre Joãozinho diz: “Vamos orar e agir e Deus realizará”.
Analisando os documentos da Igreja, percebe-se sua preocupação com a situação do esvaziamento e a participação desmotivada dos cristãos batizados. Vemos uma tomada de postura pela qual se retorna às origens: “Evangelizar para a conversão e santificação do povo de Deus”.
Para tanto se torna necessário uma “Espiritualidade”, algo para os homens e mulheres chamados a serem evangelizadores. Tal missão vai exigir que todo evangelizador cuide de sua própria competência: desejo de ser santo – espiritualidade missionária – viver em íntima comunhão com Cristo – Vida fundamentada na Palavra, na Eucaristia, na vida comunitária e no serviço ao mundo.
Fala de alguns aspectos importantes: Deixar-se conduzir pelo Espírito, transformar sua timidez em testemunho de uma vida corajosa, a docilidade ao Espírito que vai exigir uma contínua revisão de vida, conhecedor da Palavra (leitura orante da Sagrada Escritura) e do seu poder transformador.

Como? Ao homem ser o que tem que ser é impossível mas, lembremo-nos, “A Deus tudo é possível”, lembremo-nos também do que Jesus disse: “Sem mim nada podeis”.
Então tudo começa pela descoberta de como é gratificante a vida daqueles que vivem conduzidos pelo Espírito para fazer a vontade de Deus, do mesmo jeito que viveu Jesus para Deus por nós.
“Faça-se em mim (para depois se fazer por mim) conforme a Vossa Palavra”.
Para nós não será tão simples como foi para Maria . Maria, cheia da graça, já estava pronta para Deus usa-la. Nós, para que Deus nos use, Ele terá que fazer conosco o que não sabemos nem imaginar.
Uma vez consciente de tudo isto, pela graça de Deus, podemos dizer:
“Vem Senhor Jesus, eis-me aqui”.

A Espiritualidade Saletina, mais do que nunca, se torna necessária nos dias de hoje. Ela é e será eternamente necessária por causa de que o mundo nunca deixará de ser mundo.
Espiritualidade Saletina é, portanto, a graça que nos vem de Deus por Maria a fim de gerar em nós a condição de sermos filhos íntimo de Deus que é nosso pai; gosto imenso de buscar na Palavra a vida a nós conquistada por Jesus. O prazer de viver praticando o bem para a glória de Deus como testemunho de Jesus, cabeça da Igreja, pela qual formamos seu corpo místico. Por fim, ter consciência do bem e da importância que é uma celebração Eucarística.

AMÉM – ALELUIA. Mário Machado 28/08/08.

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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Grupo de Oração

Grupo de Oração
Local de encontro entre os escolhidos de Deus Pai.
Momento onde Deus realiza o seu “Ser Nosso Deus e pai”.
Deus convence e “assume” os filhos e os filhos, co0nvencidos, se “entregam” a Deus Pai.
E a Palavra inicia a ser vida reconhecendo-se, assim, “O Reino” iniciando.

Grupo significa pessoas que se reúnem para aperfeiçoar e aprofundar naquilo que estão envolvidos.
O desejo é em comum e, por causa disso, querem partilhar suas experiências, seus progressos.

Nas parábolas do Reino Jesus deixa claro o que deve acontecer em nós, seus escolhidos, para que aconteça o Reino, ou seja, nossa perfeita intimidade com Deus.

A semente de mostarda só tem sentido, como semente, o ser colocada, o ser envolvida pela terra. A terra só encontra o seu sentido de ser terra, ou seja, sua verdadeira missão, desenvolver com a semente aquilo que ambos têm condições e finalidade de realizarem “juntos”.
“Alguém” tem que ser instrumento de cooperação entre a semente e a terra para que se concretize a vida entre eles e não morram sem realizar seus desígnios.
Semente e Terra foram criadas uma para a outra para realizarem o “Para que” existem.

A farinha é o componente majoritário, em quantidade, para a obtenção do produto alimento: pães, bolos, salgados ou doces porém, sem o auxílio do fermento, quantidade muito inferior à farinha, não se conseguirá a qualidade indispensável ao propósito.
O fermento foi criado para ser misturado na farinha a fim de que a farinha possa se transformar no alimento útil e saboroso. Alimento importantíssimo para a saúde e a vida das pessoas.
Fermento e Farinha foram criados um para o outro para realizarem o “Para que” existem.

Nem a Terra, nem a Semente realizarão o prazer de existirem sem a plena e total união entre elas. “Tudo o que é meu é teu, inclusive eu” .
Nem a Farinha, nem o Fermento realizarão o prazer de existirem sem a plena e total união entre eles. “Eles existem para serem totalmente um para o outro”.
Nada acontecerá do que se espera de cada um não havendo tal união.

O que é que Jesus está querendo dizer contando-nos tais parábolas ?
Que Deus é a proporção muitíssimo maior do que a sua no resultado da sua vida.
O “Para que” você existe só se realizará na sua total entrega a Deus, ou seja, você e Deus perfeitamente unidos para “realizarem” a felicidade de ambos, a felicidade de Deus vivida por você presenciada por todos nós.
Portanto: Você sem estar em Deus para nada serve, por outro lado, Deus não poderá ser Deus através de você sem Ele ser em você e você ser em Deus.
Concluindo: Deus existe porque Ele te criou. Porque Ele te criou, Deus existe de verdade.
Faça você esta pergunta: “Para que Deus se eu não existo”? Você concluirá: “Eu sou a prova de que Deus existe” e “Para que” Deus e eu existimos.

Reino, se entende como um povo obediente às ordens do rei. O rei decide o que cada um deve ser, que cargo cada um deve ocupar no seu reino. Todos vivem, cada um na sua função, realizando a vontade e o querer do seu rei. O querer do Rei será também o seu querer como se fosse sua própria vontade.

Reino de Deus, chegado e proclamado por Jesus, não só nos é revelado como nos faz convidado a pertencermos a ele.
Perceba uma terceira pessoa envolvida nas parábolas: aquela que semeia porque tem a terra e a semente a sua disposição e aquela que faz a mistura da farinha com o fermento porque quer realizar o que ela sabe e quer fazer.

Grupo de oração será sempre a possibilidade dessa terceira pessoa realizar o seu intento: Realizar em cada um a união perfeita com aquele que nos faz Nele, por Ele e com Ele.
Grupo de Oração deve acontecer no sentido do aproveitamento da graça, ajuda de Deus a cada um, condicionando-nos a uma união de total entrega aos propósitos de Deus tornando-nos canal da graça para todos os membros do grupo.
Um grupo de oração deve sustentar-se no propósito de que Deus quer mostrar à sua Igreja a obra da sua presença quando existe o esforço de união e pertença a Ele entre seus escolhidos.

Uma vez entendido devemos colocar todos os membros participantes do grupo a par do compromisso que deve ser assumido entre todos. Para a obra que Deus quer realizar pelo grupo, através de cada um, Deus Pai fará de todos um só corpo com Ele. Seremos, então, canais das graças, graças de cura, libertação, conversão, de um para o outro,. Seremos uma bênção de Deus para o outro.

Saberemos conviver com nossas diferenças pois, elas serão insignificantes diante da grande alegria de estarmos servindo ao Senhor uns pelos outros.
Vamos assim, experimentando de forma concreta uma alegria crescente e constante, vida nova no espírito, consciente de que é obra da Trindade Santa através do grupo de oração.

Lembremo-nos também da parábola do “odre e o vinho”. Não se põe vinho novo em odres velho, o odre velho não tem condições de conservar o vinho sem se romper.
Jesus está dizendo que uma pessoa vivendo a maneira do mundo não tem sentido receber o Espírito Santo. É uma pessoa velha. Ela precisa nascer de novo, ou seja, ser evangelizada para colaborar com o Espírito e crescer na vida nova.

O grupo de oração tem essa missão: evangelizar os novos, coloca-los a disposição do Espírito para o crescimento espiritual deles e do grupo conforme os fundamentos da Igreja, Igreja de Cristo.
Grupo de oração é o local privilegiado para esse encontro com Deus que é pai.
Realmente, grupo de oração, é o local e o momento desse encontro onde Deus realiza o seu querer.

O querer de Deus é ser um com você, portanto, grupo de oração é Deus presente tornando possível a união perfeita entre Deus e cada um dos membros com Ele como nas parábolas acima citadas.
É no grupo de oração que Deus nos prepara, nos convence a entregarmos a Ele, de tal maneira como na parábola do barro nas mãos do oleiro. Seremos capazes de nos entregar a Deus para que Ele realize em cada um a beleza que só Ele sabe realizar.

Não podemos nos desviar dos fundamentos na condução do grupo de oração. Não podemos ignorar o “Para que” é que somos os privilegiados para esse encontro específico com Deus : Deus presente para que possamos nos entregar a Ele. Deus quer ser Deus por aquele que se entrega a Ele.

Deus quer levar a sua paz, a sua libertação, a sua salvação para aqueles que conosco convive: filhos, filhas, esposo, mulher, amigos, inimigos, visinhos, e outros mais, através de cada um presente nesse grande encontro com Ele.
Grupo de oração é para a conscientização do querer de Deus que sejamos plenamente dEle.
“Eu quero ser Jesus amado como um barro nas mãos do oleiro”.

AMÉM – ALELUIA. Mário Machado. 13/08/08. Visite meu blog : machadom.blogspot.com

domingo, 27 de julho de 2008

Toda escritura é inspirada por Deus II continuação

“TODA ESCRITURA É INSPIRADA POR DEUS”. (2Tim 3, 16) Continuação.

Peguemos (Eclo2, 2-10) e veremos que o autor, ou melhor, aquele que escreveu, proclamado como Palavra de Deus, nos descreve uma série de recomendações, afirmações, conselhos para uma vida, a ser conseguida, (para o futuro) de acordo com o querer de Deus. Tal verdade é para todos que tomam conhecimento, leva a sério, e se deixam ser seduzidos, pelas palavras deste trecho como de todas as outras contidas na Bíblia.

Como foi escrito pelo homem, este homem foi plenamente convencido por Deus a experimentar tal vida. Uma vez convencido, pela experiência que fez, a escreveu como sendo verdade, não só de Deus mas, sua também. Não haveria nem haverá outro jeito de Deus proclamar seus motivos sem a participação do homem. Deus faz questão de que o homem participe da sua ação para a salvação do próprio homem. Deus convence o homem a fazer a experiência de uma vida conforme a sua vontade, afim de torna-lo, com Ele, Deus, um salvador de homens junto com Ele, Deus.
Aquele que experimentou e comprovou pela sua própria vida as promessas de Deus, escreve como quem viveu a dureza da espera mas, como quem goza, agora, na vida, a vida prometida pelas promessas.
Por esse motivo a Palavra se chama:
“Palavra do Senhor, Palavra da salvação, Palavra de vida”.

Jesus disse aos apóstolos: “Vós sereis minhas testemunhas”. Testemunhas não só para dizer o que disse Jesus mas, provar pela vida a vida que Jesus oferece a todos os escolhidos. Uma vida sobrenatural vivida naturalmente. Livre de todas as dificuldades da realidade: social, política e cultural. Não para gerar em nós uma vida alienada do social, da política nem da cultural mas, como quem é maior que as aberrações do social, da política e das diversidades culturais.
Jesus quer que testemunhemos uma vida totalmente diferente da que o mundo conhece. Uma vida totalmente própria, que vive no mundo e do mundo, mas não pertence ao mundo mas que se oferece ao mundo como solução para o mundo.

A Palavra de Deus é o chamamento para a santificação dos escolhidos. Embora seja dos escolhidos ela é plenamente pessoal, de Deus para cada um de nós. Ela é não é só o sustento vital, mas é quem governa o nosso espírito, que por sua vez, coloca nosso racional em condições de ver com os olhos de Deus, de sentir com a sensibilidade de Deus.
Quando percebemos em nós que a Palavra nos questiona, nos interpela, nos orienta é porque estamos agraciados para permitir que Ela plasme, gere em nós sua existência em forma de vida.
Sabemos que Deus tudo criou e continua a criar através da sua Palavra que é a sua vontade.
Somos criaturas de Deus, fomos criados pela sua Palavra, somos como que as primícias das suas criaturas.

Nosso relacionamento com a Palavra de Deus, deve nos levar a três posturas de vivencia:
“Acolher a Palavra – Meditar a Palavra – Praticar a Palavra”.

Acolher a Palavra:
Uma bela escuta – Uma aceitação amorosa por ser Deus falando a você – Uma acolhida percebendo estar Ela sendo semeada e encarnada em você – uma certeza enorme de que você está adquirindo condições de salvar a sua alma. O que você acrescentaria mais?

Meditar a Palavra:
Contemplar o porque Deus está falando aquilo para você. Perceba a Palavra como sendo um espelho no qual você vai se vendo e conhecendo a si mesmo. Perceba você descobrindo sua deformidade diante da imagem de Deus e da imagem de Cristo. Quando Cristo diz: “Bem aventurados os pobres de espíritos”, como num espelho você vê, rapidamente, quão cheio de apegos e de coisas supérfluas é a sua vida. “A caridade é paciente”, e você se dá conta de quanto você é impaciente, invejoso, interesseiro.
Mais do que esmiuçar a Palavra, você vai perceber estar sendo você esmiuçado pela Palavra.
A contemplação da Palavra vai lhe trazer dois conhecimentos importantes para você avançar na sabedoria divina: “O conhecimento de Deus e o conhecimento de si mesmo”.
Sto.Agostinho: “Que eu me conheça para humilhar-me e conheça a Ti para amar-Te”.
Você, tranqüilamente, perceberá na Palavra uma fundamental direção espiritual exclusivamente para você. A Palavra lhe dará uma unção interior do Espírito dando-lhe, assim, uma boa inspiração e a boa inspiração em resolução prática dos seus problemas.
“Lâmpada para os meus passos é a vossa palavra, luz sobre meu caminho” (Sm 119, 105).
Além de revelar o estado em que se encontra a sua alma, a Palavra revelará a situação espiritual de grande parte da sociedade moderna diante de Deus

Praticar a Palavra:
Colocando-a em prática, você fará a experiência de encontrar a felicidade desejada: viver em estado de graça. Vida sobrenatural, a vida na qual você foi criado.
“Minha mãe e meus irmãos são aqueles que escutam a palavra de Deus e as põem em prática”
(Lc 8,21). Sem este fazer acontecer a palavra em sua vida, tudo se torna ilusão, construção sobre a areia. Ser bom deverá ser o prazer do seu viver (só Deus é bom mas, agora você o será também).
A Palavra de Deus só é compreendida verdadeiramente quando você a pratica.
Isto é obedecer à Palavra, dar ouvidos no sentido de ser e fazer aquilo que você escutou e acreditou.
A obediência de Jesus sempre foi exercitada através da obediência à palavra deixada por Deus, A.T.

Toda esta vida sobrenatural, vida da graça, só será possível pelo seu conhecimento junto com o seu querer aquilo que Deus sempre quis ser por você e em você. . “Sem mim nada podeis”.

AMÈM – ALELUIA.

Mário Machado, 21 / 07 / 08 18:08 hrs.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Toda a escritura é inspirada por Deus - (2Tim 3,16)

“TODA A ESCRITURA É INSPIRADA POR DEUS” (2 Tim 3, 16)

Pensemos nessa afirmativa, nessa verdade.
Inspirada significa que o Apóstolo, mesmo sabendo de tudo, tudo escreveu conforme o Espírito ia lhe sugerindo em sua mente. Tudo o que o Apóstolo escrevia era perfeitamente como ele, o Apóstolo, queria porque assim sentia.

Podemos imaginar uma representação desse evento sobrenatural entre Deus e o seu Apóstolo, momento da transferência do ser de Deus para a realização através do Apóstolo: Deus “toca” com seu dedo divino, Isto é, sua energia que é o Espírito Santo e atinge aquele ponto, pelo qual o homem se submete, ponto de Deus no homem, fazendo com que o homem, pelo seu espírito humano, se abra ao infinito, ao sobrenatural, para permitir o que vai acontecer, sendo perfeitamente do seu agrado.

O toque de Deus no Apóstolo, simples e instantâneo, se difunde em todo o seu ser em toda a sua faculdade humana, gerando vontade, inteligência, sonho, alegria, tornando-o capaz de entender em plenitude a sua verdadeira vida e tornando-o, assim, incapaz de voltar a ser o que era.

Poderíamos dizer que o Apóstolo vivia suas duas dimensões: humana e divina ,simultaneamente e de maneira perfeitamente consciente de cada uma delas.
Sabia perfeitamente que não ia poder corresponder com a missão a qual foi chamado, humanamente sabendo, porém, tranqüilo seguia, ia em frente enfrentando tudo como quem sabia tudo o que tinha que dizer e fazer.

O Apóstolo sabia que o autor de sua nova vida era Deus e que toda responsabilidade era de Deus. Deus era o responsável por tudo o que caberia ao Apóstolo decidir e realizar, pois tudo seria conteúdo da ação do Espírito Santo aceita pelo Apóstolo sentindo-se assim, honrado sobremaneira.

Deus e o homem são como o músico que tocando, faz vibrar as cordas. O som é todo um trabalho do músico mas nada aconteceria sem as cordas.
Deus quis precisar do homem para que o homem descobrisse sua importância para Deus e que juntos se tornariam “UM”, o homem sem deixar de ser o homem e Deus sendo o Deus do homem

Falando da criação, Santo Agostinho diz que Deus não fez tudo e depois se foi, mas que então “VEM a ELA, permanecendo nela”
Assim é com a Palavra de Deus: vem de Deus, que permanece nela e ela nEle.
Depois de ter inspirado a Escritura, o Espírito Santo, fazendo parte dela, habitando nela a anima com seu sopro divino.
A Palavra é a morada de Deus, é a casa do Espírito afirma os Santos da Igreja.

Considerando toda estas verdades, sabendo que a Palavra de Deus é vida eterna e imutável, não foi proclamada para que simplesmente tiremos mensagens dela. Mensagens para indicar apenas um caminho a seguir sendo que ela nos foi proclamada como Palavra do Senhor e da salvação, vida de Deus inserida nela, morada do Espírito Santo, com poder de nos arrancar do mundo e colocar-nos no Reino.

Assim devemos considerar a Palavra: ler para tomar conhecimento da vida divina a nós oferecida e nos permitir orar suplicando para que aconteça, se faça em nós conforme a Palavra, conforme a vontade de Deus. AMÉM – ALELUIA .

O costume de se tirar mensagens nos grupos de oração, provoca inibição aos novatos e aos que não conseguem exprimirem seus entendimentos da Palavra com palavras.
Os que são bons em apresentar mensagens tornam-se admirados e com isso inibem os demais do grupo. Todos ficam esperando pela colocação deles, julgando-se incompetentes para expressar as suas. As vezes podem surgir mensagens diferentes podendo, assim, provocar competição e até divergências de entendimento.

Mário Machado 02 / 07 / 08

sexta-feira, 18 de abril de 2008

FUNDAMENTOS DA SANTA MISSA

Fundamento: “MISSA : criação de Deus para “Ele” salvar o homem e a mulher “Você”.
Postura: Acolhimento – Entrega – “Sim eu quero”.
Deus vai nos enriquecer dEle – (Aquele que sabe é aquele que pode ser e ter).

MISSA: Celebrar com Jesus aquilo que vou receber dEle para usar com Ele.

MISSA: Celebrar com Jesus a minha, a nossa salvação.
Missa só existe na Igreja de Jesus Cristo.

MISSA: Faz de nós membros do Corpo Místico de Cristo.
Que é a Sua Igreja no mundo todo – Somos um corpo só no mundo inteiro.
Podemos dizer com a Igreja do mundo inteiro: “Cristo é Nossa Cabeça”.

MISSA: Criação de Deus para a “Sua Igreja” realizar.
Nos tornar membros únicos do Corpo de Cristo.
“Eu sou uma unidade no corpo de Cristo, Sua Igreja”.

Deus não para de trabalhar – É próprio do AMOR. “Tudo o que é meu é teu”.
Neste momento em algum lugar do mundo, uma Missa está sendo celebrada pela Igreja.
Nós, agora, aqui neste grupo de oração, ou onde quer que estejamos, estamos sendo oferecidos por Cristo ao Pai.

Missa – Igreja. Igreja – Missa. “Uma faz a outra”
Não existe Igreja de Cristo sem Missa e nem Missa sem Igreja de Cristo.
“Ouvir a Igreja é ouvir à Cristo – Ser de Cristo é ser da Igreja.

MISSA: Celebração do Corpo Místico de Cristo.
Cristo a Cabeça e nós seus membros (para realizar o querer da cabeça).

MISSA: Criação de Deus para a nossa eternidade junto com Ele.

MISSA: Criação de Deus para Ele poder ser nosso em nós.
“Sem mim nada podeis”.
Só existe transubstanciação do Corpo e do Sangue de Cristo no pão e no vinho na MISSA.
Não havendo MISSA não existe Eucaristia.

A grandeza da MISSA é que toda história da salvação está presente na Eucaristia .
E a Eucaristia está presente em toda história de salvação.
Portanto é na MISSA que celebramos a Salvação com Jesus.

EUCARISTIA:

No A.T. : Foi figura. No N.T : Foi acontecimento. Hoje na Igreja : Sacramento.
(cordeiro-sangue-pão-vinho) (instituição – Sta Ceia-.1a.Missa) (Celebração Eucarística)

Fomos criados por Deus para pertencermos, não só no ser, mas no ter a Deus Também.
Na MISSA a Eucaristia é o jeito de Deus confiar em nós, entregando-se e nós O acolhendo.

A Eucaristia só é possível (na Missa) por causa do Espírito de Jesus que está na vida da Igreja.
“Eu estarei sempre contigo até o fim dos tempos”.

Na Cruz,. Jesus inclinando a cabeça “entregou seu espírito”.
MISSA é exatamente esse momento interminável em que Cristo entrega o seu espírito.
O Espírito Santo nos deu Jesus por Maria – Na Igreja Jesus nos dá o Espírito Santo pela Eucaristia.

A Igreja nasce da Eucaristia (1A.Missa), Jesus presente, Palavra, a instituição do sacramento para as futuras missas e o Sacramento da Ordem: ‘FAZEI ISTO EM MINHA MEMÓRIA”.
(Deus disse: Faça-se e acontecia – Agora, pela Sua Igreja Ele diz a Sua Igreja: Fazei isto e a vontade de Deus se realiza para a salvação do homem).

“Tomai e Comei, este é o meu corpo (transfigurado, divino) oferecido por vós em sacrifício”.
“Fazei também vós o que Cristo fez. Fazei-vos também Eucaristia por Deus”.
“Oferecei-vos também vós em sacrifício vivo e agradável a Deus”. (é o que diz o Apóstolo Paulo)

Sacrifício: Sacro-facere = tornar-se sagrado – tornar-se de Deus.

CORPO: Significa “minha vida”. É pelo corpo de Cristo que se realizou o sobrenatural A salvação.
SANGUE: Significa “minha morte”. Não a morte definitiva – Morte p/ poder viver a vontade dEle.
(Ao tomarmos o Sangue expressamos a oferta da nossa morte, morte p/ o mundo e vida p/ o Reino).

MISSA É CELEBRAR: DEUS EM NÓS PARA PODERMOS ESTAR EM DEUS.

CONCLUSÃO: MISSA não se assiste, Celebra-se.

Celebrar a Missa com Jesus é tornar-se “um” com Jesus. Eu o servo e Jesus meu Senhor.

CUIDADO: A boca fala do que o coração está cheio. O inverso também é verdade: O coração se enche das bobagens que a boca fala. Por isso devemos tomar cuidado de não repetir as bobagens que ouvimos do povo, do povo de Deus que fala sem pensar.

ASSISTENTE é aquele que não participa, , só assiste sem entender nada do que se passa.
É aquele que só sabe comentar: gostei, não gostei, sermão demorado e assim por diante.

Nunca diga: Eu assisti ou eu vou assistir tal Missa. Passe para frente tão grande conhecimento.

Mário Machado, 18 de Abril de 2008. Visite meus blogs: machadom.blogspot.com

AMÉM.

sábado, 29 de março de 2008

NA UNIDADE

NA UNIDADE

Unidade não quer dizer “UM”, mas dois ou mais formando “UM”. Um só pensamento, um só querer, um só realizar. Mesmo longe dos outros seu viver é em sintonia com a unidade.

Uma “unidade” quando vai se tornando maior, ela passa a ser uma “(Com Unidade), Comunidade”.
Viver em comunidade é fundamental para a qualidade de vida de qualquer ser humano. Ninguém alcança um sucesso em toda e qualquer área da sua vida se não tem espírito e vivência em grupo.
A comunidade é fundamental para a conquista dos objetivos.

Como é um comportamento de vida em comunidade

Por exemplo: no esporte coletivo, se o time não estiver em condições de aplicar variadas táticas de jogo, ele é facilmente derrotado pelo adversário.
Lembremos que tática é conjunto e conjunto é cada um fazendo seu papel em função dos outros.
A função de cada um será o posicionamento correto para defender ou para receber o passe. Assim eles estarão em condição de defender, de atacar para fazer gols, cestas ou pontos saindo, assim, vitoriosos, respeitados e observados. Outros aprendem com eles.

Numa empresa tudo acontece no sentido de avaliar os objetivos e promover ações não só para alcança-los, mas até supera-los. O gerentão, competente e preparado, define o comportamento dos presentes, cada um na sua área, cumprindo seu papel programado, formando um conjunto de ações para o grande objetivo da firma: aumentar a qualidade e a venda. Sugestões são apresentadas pelos participantes, mas quem as aceita e as coloca em prática será sempre o chefe.
Se não existir uma unidade competente e com a disposição de cada um fazer bem feito a sua tarefa, certamente os objetivos estarão seriamente comprometidos.

Uma vez entendido, ou quase, vejamos se é possível ou não vivermos em comunidade na Igreja.
Perceba que na Igreja é tudo completamente diferente.
Quando digo Igreja, pense no seu grupo de oração ou no seu movimento de Igreja que também é de oração.
Faça uma leitura do seu interior e veja quanta dificuldade temos de aceitar o outro, ou porque ele quer fazer tudo sozinho, ou porque ele é displicente, não sente a importância da responsabilidade.
Sabemos que não devemos ficar olhando e processando os defeitos dos outros, ou seja, a diferença que existe entre nós. Elas realmente existem e nos parecem gritantes. Por incrível que pareça isto é um problema para todos aqueles que querem fazer parte de um núcleo, de uma célula ou de uma comunidade. Se formos esperar que todos fiquem do jeito que gostamos já viu não é? Jamais vamos ser e ter uma comunidade, ou seja, uma bela união entre nós. Jamais vai existir entre nós uma união que nos torne capazes de realizar aquilo que se espera: “Instrumentos para que aconteça as graças de Deus aos chamados para a nossa reunião”.
Se comportarmos, mesmo que delicadamente, na correção dos defeitos dos outros, vamos propiciar críticas, julgamentos, desentendimentos que resultará em desunião do grupo. Da desunião vem o fracasso, as desistências dos freqüentadores novos, o abandono dos antigos, o grupo vai diminuindo e todos vão perdendo o gosto pelas reuniões. Esta é uma realidade conhecida por todos nós.
Quando dentro de nós, acontece uma crítica pelo comportamento de um companheiro, podemos ter a certeza, nosso jeito de ser é exatamente do jeito que nos leva a criticar.
Por exemplo: se acharmos que ele, ou ela, fala demais, podemos estar certos, quando o microfone cair em nossas mãos falaremos demais e não perceberemos.
Somos severos, radicais, exigentes com os outros e não sabemos ser o mesmo conosco.


Não havendo comunhão entre os componentes do núcleo a espiritualidade praticamente não existirá e assim, tudo acontecerá pelo racional, já que o Espírito Santo não encontra espaço para agir.
Sem a ação do Espírito Santo, sabemos quão tristes é uma reunião. A reunião que foi destinada a proclamar uma total e irrestrita entrega nossa ao comando de Jesus o Senhor, será trocada por uma reunião conduzida sem coragem, ou seja, uma pregação sem convicção. É triste, muito triste.

Superando a realidade que somos

Primeiro: estando eu preparado, ou seja, conhecedor dessa realidade que sou. Ciente de que minha pessoa não está atuando para o crescimento da obra da salvação, pelo contrário está indo contra a vontade do Senhor.
Tal leitura já é o Espírito Santo vencendo em mim e me capacitando a uma conduta inspirada de ajuda aos irmãos (agora sim, de coração, os chamamos de irmãos).
Seremos instrumentos para que todos tomem consciência desta realidade e se disponham a uma nova maneira de caminhar juntos, com o único sentido de enriquecer todo o grupo do Espírito

Fundamentos para minha mudança

Encontrados tais fundamentos, estes, através de mim, vão se tornar de todo o grupo.
Jesus disse: “Quem não está comigo, está contra mim; quem não colhe comigo, espalha”. Disse ainda: “Pai que eles sejam um como nós somos um”.
Trindade: três pessoas poderosíssimas por serem fortemente unidas a ponto de se tornarem um. Uma poderosa vida para a mesma causa.
É sobre a nossa unidade que Jesus está falando. É assim que Ele nos quer. Se Ele assim nos quer é porque Ele sabe como fazer. Nossa união será gerada, acontecida pela Sua presença no meio de nós e todos nós numa união por estarmos todos voltados para Ele. Todos partilhando as riquezas que dEle recebemos.
Assim, nós que somos, e continuamos a ser, cheios de imperfeições, falhas, defeitos e de diferenças tão grandes, nada disso vai roubar de nós a unidade pois, estaremos todos voltados para Jesus.
A vida de cada um de nós será de um enriquecimento tal pois, ela será exatamente aquilo que o irmão mais precisa de nós. A vida de cada um de nós será uma vontade de ser para o irmão para atende-lo naquilo que ele está convencido: “vontade de se entregar a Jesus”.
Jamais iremos nos desanimar por causa das diferenças entre nós, pelo contrário, seremos capazes de mandar tudo as favas, pela grandeza da obra a realizar e pelo estado de graças que nos encontramos.
Não vamos mais ficar julgando o irmão pelas suas falhas, sentiremos por elas maior necessidade de nos entregarmos a Jesus para que por nós, Jesus o liberte de seus enganos.

Lembre-se, o Senhor disse: “quem está comigo, este me ajuda a ajudar e quem não está comigo interrompe o caminhar da graça, do meu querer”. Jesus faz questão de contar conosco e que participemos com Ele da Sua Missão: nos tornar co-redentores da salvação.
O Senhor está dizendo que quem abandona o grupo está se desligando dEle também. O Senhor sempre contou com ele para aquela obra.
Não se esqueça, Jesus está dizendo que a graça, a cura, a libertação proveniente dEle circula, passa de um para o outro para gerar uma comunidade sadia no Senhor. Se você, por culpa sua, interrompe esse fluxo de Amor de Deus, você estará sendo contra o querer de Jesus.
É fácil de entender, não é? Se assim ficou fácil entender vai ser mais fácil você se tornar uma benção de Deus para o seu grupo. Este ser uma benção de Deus, inicia pela sua oração de entrega e de louvor a Deus que é Pai, que é O Filho e que é o Espírito Santo.

Quando Pedro e João foram para falar de Jesus no Templo, eles não tinham idéia de como faze-lo mas iam com coragem e alegria.
Vendo o aleijado na porta, Pedro percebe claramente o que devia fazer para entrar com poder no Templo. “Ouro e prata não tenho, mas o que tenho eu te dou, em nome de Jesus Cristo, levanta-te e anda”. Entra com o ex- aleijado e puderam, assim, falar com aquela eloqüência de ungidos. “Os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas ficaram admirados ao ver a segurança com que Pedro e João falavam, pois eram pessoas simples e sem instrução” (At 4, 1-21).

O trabalho de cada um de nós, que fazemos parte de uma unidade consciente, será permitir que Jesus continue, por nós, o que começou pelos Apóstolos. VOCÊ CONCORDA ?

Deus seja Louvado e Glorificado. AMÉM - ALELUIA.

São Paulo, 29 de março de 2008. Mário Machado.

quinta-feira, 13 de março de 2008

DEIXAR DE SER O QUE EU SOU

Quando tudo está bem eu sou mais eu. Sinto-me cheio de fé, tenho calma, bom humor, um amor confiante em Jesus.
Percebo o dom do aconselhamento, a oração que sei fazer parece-me confortante, inspirada e estimulante.
Que maravilha viver louvando o Senhor.
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Estou agora trabalhando para ser, toda essa beleza, mesmo quando tudo ou algo não vai bem.
Sim. Grita-me em todo o meu ser a incoerência, a diferença gritante que sou quando tudo ou apenas algo não acontece como gostaria ou como não deveria acontecer.

Perco a minha calma, meu sono, meu bom humor e o pior, meu amor confiante em Jesus. Percebo minha total falta de fé.
Esta minha rejeição por este estado de ser e de não ser o que mais eu quero ser, pela graça divina, consigo orar e não exteriorizar meu estado interior. Consigo representar aquele Mário que todos conhecem. Graças a Deus.
Quando o sofrimento, o desgosto chega em minha vida inicia-se em mim um sentimento de pequenez, de inferioridade diante da realidade. Diante de tal situação reconhecida, começo a orar suplicando a intervenção de Cristo a fim de me livrar, não da realidade, mas da necessidade que tenho da sua força para enfrentar com a coragem de quem está contando com Ele.

Lendo Jo 4, 46b-53, dá para perceber a mudança, do desespero para a calma, do funcionário do rei que pede à Jesus ir a sua casa curar seu filho que estava morrendo. Jesus adverte-o dizendo: “se não verdes sinais e prodígios, não acreditais”.
O funcionário parece não dar atenção às Palavras de Jesus devido a sua aflição e insiste: “Senhor desce antes que meu filho morra”. Jesus compreende a situação do homem e a Dele e diz: “Podes ir, teu filho está vivo”.
Acontece, então, a graça maior, muito mais do que a graça pedida: “O homem acreditou na Palavra de Jesus e foi embora”.
Podemos acrescentar: foi embora feliz pois ficou confiante e tranqüilo. Termina o Evangelho dizendo que o homem abraçou a fé, juntamente com toda a sua família.

Ninguém é diferente deste homem. Pedimos a Jesus o que necessitamos, é normal, o sobre-natural é a alegria do já ter recebido o que se espera receber. Isto é a vida da fé por estar na fé, convencido por Jesus.

Fé é dom de Deus para você viver por ela.


Pergunto agora: Jesus não atende quem não tem fé? SIM e NÃO, penso eu.
Não – Jesus não vai curar sabendo que aquela saúde vai ser causa de condenação.
Sim – Jesus vai curar sabendo que aquela saúde vai ser para encontrar a salvação.

Temos que orar meditando o quanto Jesus quer nos recriar.
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Temos que cultivar em nossos corações o estar a disposição de Deus Pai por inteiro, sem exigências ou espera de recompensas. Devemos sentir que momentos de meditação não são somente momentos de nossa vontade mas, principalmente, preparados pela vontade de Jesus. É Jesus que nos quer orando com Ele.
O tempo é de Jesus, a oração é de Jesus. A meditação será uma oração de Jesus como se fosse nossa.
Tal milagre acontece na simplicidade da intimidade nossa com Jesus. Estes momentos irão trazer uma real confiança em Deus Nosso Pai, descrito no Evangelho como “Esperança”.
Acolhemos a meditação no dom da Esperança, (não olhamos mais para nós, olhamos para o futuro com Deus) ao invés de só desejo (aquele que ora na sua vontade) uma consciente disposição de estar disponível para Deus, (Deus e eu, eu e Deus).
Pela virtude do estar vazio de si, somos repletos do poder de Deus e do conhecimento de que somos um com Deus.
Nos sentiremos plenamente como amantes e amados.

Acontecerá, pela própria vontade e necessidade, o esquecimento total de si num total abandono de todos os nossos pensamentos até de nossa própria oração. Tudo será um dialogo entre quem se conhece e se ama muito.
Estará, pois, ao nosso alcance, uma abertura à oração de Jesus em nosso coração.
Em lugar de pensar em Deus iremos querer Deus e ser de Deus. Será um repousar em Deus sem o menor esforço, um sentir-se bem junto a Deus Nosso Pai.
Isto é reconhecido como prática de purificação do coração.

A meditação nos leva a uma vida de perfeita claridade, vemos a nós mesmos, vemos a criação, vemos Deus.
A revelação de tudo isto é de Deus para aquele que O procura de coração. (graça de Deus).
Aprendemos através da nossa meditação, bem feita e diária, como esperar em Deus e a colocar nEle nossa aplicada atenção. É uma jornada para além de si mesmo em direção aos mistérios de Deus para se ter com clareza quem somos nós.

AMÉM – ALELUIA.

Mário Machado 12 / 03 / 2008.

ORAÇÃO DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA:

“Tomai, Senhor e recebei.
Toda minha liberdade e a minha memória também,
O meu entendimento e toda a minha vontade,
Tudo o que tenho e possuo, Vós me destes com amor.
Todos os dons que me destes, com gratidão vos devolvo,
Disponde deles, Senhor, segundo a Vossa Vontade.
Da-me somente o Vosso amor e a Vossa Graça,
Isto me basta, nada mais quero pedir”.

sábado, 8 de março de 2008

PENSE COMIGO.


Somos humanos, humanos demais, como diz a música do Pe. Fábio de Melo.
O humano vive do racional. O racional está sujeito a cultura em que viveu e vive associada a herança genética da pessoa.
Pelo racional nos alegramos, nos empolgamos como também nos entristecemos, desanimamos.
A convicção, decisão racional, torna as pessoas fanáticas por aquilo que escolheram ser: torcedores violentos, defensores de ideologias a ponto de se enrolarem em bombas para se explodirem no meio de inocentes, gera o fanatismo por religião, enfim, são tantos os jeitos de ser um fanático.
Penso até que todo mundo é fanático por alguma coisa nesta vida.
Fanático, então, é aquele que pelo racional prioriza o seu jeito de viver. Vive pensando só naquilo que é sua prioridade.
Eu sou um fanático, um santo fanático pelo espiritual, viver pelo Espírito Santo.
Avalio o meu comportamento, fruto do meu racional, e percebo em mim uma linha de conduta cristã, mas como decisão minha, do meu racional, que não tem mais coragem de ser ao contrário.
Procuro (racional) ser sempre certinho. Quando erro (racional) me censuro e me proponho corrigir-me.
Quando alguém não me é agradável, (racional) forço minha natureza para compreende-lo, não me deixando levar por pensamentos de desamor, (racional).

Como fazer, como perceber que meu racional não é mais meu e sim do meu Senhor?
Como saberei se é o Espírito Santo me conduzindo?


Os apóstolos Pedro e João quando foram no templo no início do apostolado, encontrando o aleijado pedinte na porta, com toda convicção Pedro disse: “Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho, eu te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda”.
É bem verdade que este milagre seria fundamental para que houvesse condições de Pedro falar de Jesus e ser ouvido com a devida atenção em função do milagre presenciado pelos que estavam no templo.
Assim a Bíblia relata muitos milagres, feitos por Jesus e pelos apóstolos mas, todos voltados para convencer, nem tanto o favorecido, mas o povo assistente.
Quando falo da vida em Jesus, falo com convicção, como verdade proclamada. Parece-me Deus comandando e me inspirando o que falar. Percebo que se fosse eu a falar ficaria todo nervoso e confuso pela preocupação de não ser bem sucedido e ter minha pessoa, minha reputação denegrida, Vaidade, pura vaidade.
Por outro lado, pela atenção me dada, pelos olhares sedentos às minhas palavras, parece-me atribuir a mim tal capacidade.
Fico confuso pois prefiro mais sentir ser o Senhor a falar do que eu. Não quero jamais perceber em mim tal vaidade.
Mas vejam, tudo é leitura do racional.
No grupo de oração que freqüento, sempre me questiono: estou me deixando ser conduzido pelo Espírito ou pelo meu racional.
Percebe-se claramente quando uma colocação, uma oração, uma condução do grupo de oração está sendo através de um racional mal preparado. Ela é sem vida, sem unção, como se diz.
Trava-se em mim uma luta interior para não me deixar sentir falta de amor por aquele que deveria estar cheio de amor por nós por estar a serviço do Senhor.
O meu racional é convicto de que toda oração, até o louvor, deve ser de entrega.
“Faça-se em mim conforme a vossa Palavra”.

“Eu vivo, mas não sou eu, é Cristo que vive em mim”
Parece que se ensina a orarem a Jesus, ao contrário, só pedindo. Jesus faça isso, aquilo, vem cá, vai lá, parecendo na oração que Jesus é o servo e o orante é o senhor. Em assim ensinando pouco ou quase nada vai acontecendo e o grupo vai cada vez mais diminuindo, perdendo a motivação.
O Espírito não acontece pois o racional em vez de favorecer, de se abrir, se fecha no seu querer não tomando consciência do querer de Deus presente.
O racional tem que aprender a gostar de se entregar ao Espírito.
È isso, o racional tem que ser um racional que nada sabe a não ser o ter o ardente desejar de ser usado, conduzido pelo Espírito.
O Deus que está em mim é que me faz ajudar o Deus que está no meu irmão.
Quem convence o meu irmão é o Deus que está nele quando o racional dele for atraído pelo Deus que fala por mim.
A vaidade é própria do ser humano que se projeta pelo seu racional.

No mundo o racional é que comanda e é comandado de acordo com o mundo.

No Reino o racional é que é comandado pelo Espírito para que o corpo realize, com sua vida, a vontade de Deus.

DEIXE JESUS CUIDAR DO SEU RACIONAL.

Amém – Aleluia
Mário Machado, São Paulo 08 de março de 2008 22:08 horas.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Mundo e Reino

Comecemos pelo Reino no meio do mundo:

Reino supõe: “Um Rei, um Reinado, súditos juntos ao Rei, servos que cuidam de executar as ordens do Rei”. Todos os que vivem no Reino pertencem a uma mesma raça e vivem para a sustentação e enriquecimento do Rei e seu reinado do qual eles, os súditos e os servos pertencem.
Se o rei é mau, todos levam uma vida, uma existência, de sofrimentos e sem esperanças de nada; nada se tem e nada se espera. Tal verdade é bem conhecida de todas as gerações já existentes na face da terra. O rei é que manda seu povo fazer conquistas para o “seu reino”.

O Reino de Deus, a estrutura é quase a mesma, porém a vida é muito diferente daquilo que possamos imaginar.
A diferença é tal que, a beleza que nos chega ao conhecimento ou imaginação, ultrapassa a nossa capacidade de acreditar ou a ele pertencer.
No reino dos homens são os súditos e os servos que fazem de suas vidas o enriquecimento do rei.
No Reino de Deus é plenamente o contrário: a riqueza do Rei é que se torna a riqueza do seu povo.
O povo vive da riqueza do Rei. No combate é o Rei que vai à frente garantindo a passagem do seu povo. A vitória do Rei é também a vitória do seu povo que com Ele caminha.
A vida do Rei é vida para ser vivida com seu povo, com cada um de seu povo. É junto com cada um de seus servos que Deus quer ser o Rei dele. No Reino de Deus todos são irmãos, herdeiros do que nunca vão herdar, pois sempre viverão como quem de tudo é dono. Tudo é seu, tudo é para a sua felicidade. Vive-se como um povo honrado e glorificado para que possa, com sua vida, honrar e glorificar o seu Rei.

Entendamos agora: para pertencer a esse Reino de Deus, para se ter condições de poder a ele pertencer, será necessário uma preparação, uma nova mentalidade, mentalidade que o mundo nem sequer sabe imaginar. Do mundo nada se aproveita como preparo para a vida de pertença ao Reino de Deus, mas é no mundo, nesta vida no mundo, que o Rei nos prepara para vivermos, já e aqui, o seu Reino, o Reino de Deus.
A preparação, graças para os escolhidos, acontece pelo ir se desligando das amarras do mundo e na mesma medida do desligamento vai-se adentrando no Reino de Deus.
Inicia-se um gostar mais de Deus do que qualquer outra coisa que o mundo possa oferecer.
Junto com esse gostar mais de Deus, nossa memória ao invés de conduzir nossa vida pelas informações mundanas, até então registradas, ela passa a nos levar a processar as esperanças das promessas divinas. Vai-se assim fazendo uma viva e grande experiência de Deus. Deus vai se tornando a verdade absoluta e assim se descobre toda mentira que até então era a mais pura verdade de como viver sob o esquema do mundo, “eu vivo, mas não sou eu é o jeito do mundo ser que me obriga assim viver”.
A nossa inteligência passa a ser enriquecida por uma “mente”, uma mentalidade nova acontece tornando-nos capazes de vivenciar o sobrenatural de maneira natural. Tudo isso se vai percebendo pela qualidade de vida que vai nos surpreendendo e nos impulsionando para vontades maiores de Deus. As dificuldades para entender e aceitar vão se tornando em descobertas maravilhosas. Tudo isso, repito, vamos sentindo pela própria vida; experiência concreta da verdade que é Deus e do seu imenso amor por nós. Amor que nos convence ser Deus verdadeiramente o nosso criador, nosso Pai.
Deus é a “Verdade” porque só ele sabe que é Deus. Deus se revela a nós para que também nós sejamos verdade com Ele e Nele.
Tudo se tornou possível pela decisão de Deus que pelo nosso batismo e pela a sua Igreja, a Igreja de Cristo, veio fazer morada na vida de cada um de seus filhos. Amém.
São Paulo 19/02/08. Mario Machado. Blog: machadom.blogspot.com

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Eu com Deus, Deus por mim

Orar é relacionar-se com Deus. Mas quem é Deus? Onde encontra-lo?

Quando não sei quem é Deus e não sabendo onde encontra-lo, não é possível a oração.

Deus é vida que agora passou a me interessar e também uma vida que sempre se interessou por mim, Ele quer ser Deus por mim mas, em mim. Ele quer que “eu seja” o que “Ele é” por mim.
Tudo isso é porque encontro Deus perfeitamente em mim. “A Trindade Santa” tem seu lugar especial no centro da minha vida, no centro da minha alma.
Oração é relacionar-se, é tratar de assunto que dizem respeito tanto a mim como a Deus.
Orar é tratar do que intereça a Deus sobre mim e de mim para com Deus pois Deus faz parte da minha vida, dada a mim por Ele, portanto eu sou Dele e Ele é meu.
Ele “O Criador”, eu sua criatura. Ele me quis e criou-me. Eu não existia para concordar se queria ou não ser criado. Hoje posso dizer a Deus: gostei porque me criaste, agora eu sou, eu existo, eu sou vida também.
Sendo vida, quero acontecer. Posso acontecer do jeito que as coisas acontecem ou posso acontecer do jeito como Deus quer que eu faça acontecer.
Vejamos:
Eu sou o Mário, casado, me relaciono com a Doly, minha esposa, com três filhas casadas portanto, três genros, seis netos. Relaciono-me com a comunidade do Santuário Nossa Senhora da Salette, participo da equipe de preparação para os noivos, participo do Grupo de Oração da RCC. No prédio em que moramos relaciono-me com bastante gente, participo das reuniões do condomínio, em fim, sou o Mário que tem que acontecer de um jeito ou de outro onde estiver, com saúde ou não, com dinheiro ou sem, com problemas ou não.
Entenda agora: Para o Mário ser “O Mário” não é fácil. Diria até que seria impossível. Certamente estaria comprometendo não só a sua vida mas, também a de todos: esposa, filhas, genros, netos, irmãos da comunidade, gerando mal estar por onde andasse.

Porém, para Jesus ser o Mário seria bico para Ele. Quantas coisas extraordinárias faria o Mário sob o comando de Jesus. Quanto bem através dos seus relacionamentos. Quantos conselhos maravilhosos daria. Ensinaria como quem tem autoridade.
Inimaginável a beleza de vida que seria deixada pelo Mário através da presença viva de Jesus na vida dele.

A consciência disso é que me faz buscar intensamente em oração o ser que eu não consigo mas, o ser que me é possível ser. “Experiência de Deus na vida”.
Dentro de nós mesmos dá para ver o que é ser do mundo e o que é ser do Reino.

Orar não é pensar em Deus, orar é repousar em Deus, como diz São Paulo: “...não sou eu é Cristo que vive em mim”. São Paulo está dizendo que Cristo é o centro da vida dele.
Orar é querer ser de Deus, é o resultado do ardente desejo de se entregar a Deus.
Orar é conversar com Deus a esse respeito: “Eu quero ser Teu”. “Vem Senhor Jesus”
Orar é querer terminar seus dias deixando de ser o que é para ser, O Ser que se deve ser para honra e glória de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Amém, Aleluia.

São Paulo 08 / 02 / 08. Mário Machado.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O que somos segundo São João da Cruz

Quando se quer, lendo se aprende. Eu li e aprendi, ou melhor, estou começando a entender. Já que você está lendo é porque quer aprender. Ótimo. Depois me diga se já sabia e se valeu a pena. Vamos lá.
Conforme São João da Cruz o ser humano, você, eu, tem a alma estruturada em partes a saber: (conforme designado por ele).

A Parte Exterior ou Sentidos:
Esta parte é formada pelo Corpo com seus cinco sentidos: (visão - ouvido - paladar - olfato e tacto), a Vida Emocional com suas: (paixões - alegria - esperança - tristeza - medo), a Imaginação e a Inteligência usada somente para uso dos Sentidos.

A Parte "Interior ou Espiritual":
Nesta parte está a Vontade e o Amor. A Vontade aqui é a necessidade de Deus que é Amor. Está também aqui a Inteligência, independente dos Sentidos, chamada Sabedoria Espiritual e um Sentimento que nos possibilita sentir Segurança, Gostar da Vida Comunitária e alcançar um Estado de Paz.

"No Centro da Alma":
É acrescentado em nós, algo muito mais que o Exterior e o Interior, um terceiro elemento, no centro da alma onde todos nós somos a Imagem e Semelhança de Deus. Afirma que em nosso ser mora a Santíssima Trindade. Somos, assim, um Templo Vivo de Deus.
Isto significa que em cada um de nós existe um lugar São e Santo; um lugar que não está contaminado pelo pecado original e onde o demônio não tem acesso.

O homem, em função do pecado, não é capaz de viver a partir do seu centro tornando-se assim, um desconhecido para si mesmo mas, o centro da alma é Deus, é o que afirma São João da Cruz.
Não somos felizes porque não sabemos mais como viver pelo centro de nossas almas.
Quando São Paulo diz: "Não sou eu mais que vivo, mas é Cristo que vive em mim" Gal 2,20, ele está dizendo que o Cristo é o centro da vida dele. Ele está vivendo sob o comando do centro de sua alma, onde a Trindade faz morada, podemos concluir.
Somos, portanto, um ser composto de três partes, uma realidade complexa e em que as partes normalmente estão em desarmonia.

Como é a nossa vida vivida pelo "Exterior ou Sentidos":
Será uma vida totalmente dependente de tudo que é externo. Seria como olhar o lado de fora pela janela e o que vemos é tudo. Viver pelos sentidos é ter a inteligência preocupada e ocupada só em processar condições para atender somente a Vontade registrada pelos sentidos do corpo: por aquilo que vê, ouve, cheira, toca ou come. Vontade de comprar tudo que se vê, o que se ouve, o que se veste, o que se come.
Parece que tudo isso não é novidade pra gente. Sabemos bem esse jeito de viver.
A imaginação gera a paixão pela Vontade de ter e ser e assim vai se misturando alegrias, esperanças, tristezas, decepções, entusiasmo, desânimo e assim por diante.
Na escravidão da Vontade vamos atropelando e sendo atropelados e o pior, a mente passa a registrar desordens incontroláveis; perde-se a moral, partindo até para as aberrações.
O mundo nos permite presenciar aberrações humanas consequentes da vida nesta parte Exterior ou Sentidos.
Somos todos bem capacitados, plenas condições para permitir tais aberrações, proveniente do nosso modo de viver nessa área do Exterior ou Sentidos. Entendemos, então, porque o homem é corrupto, a homoxesualidade cada vez mais livre e declarada, o lesbianismo também. Já assistimos pela TV países que promovem casamento de homem com homem e mulher com mulher. Presenciamos também, pessoas de cultura, com destaque social, aprovarem tais práticas alegando ser uma libertação, uma cultura moderna.
Nesta mesma conduta vivencial, vemos pela TV, pessoas revoltadas, não aceitando tal situação, formando-se em grupos de extermínios, e assassinam-os cruelmente deixando para nós o sentir interior do julgamento nosso : gostei, é isso mesmo que eles merecem.
É nessa parte que compõe o ser humano que se desenvolve o vício do fumo, da bebida, das drogas e outros mais.

Nessa parte, Exterior ou Sentidos, o homem é também capaz de boas ações. Sente a necessidade de Deus.
Ele ouve as coisas boas que Deus realiza e isso desperta nele o querer Deus para ajuda-lo. Infelizmente, dado a sua capacidade de vivência, procura Deus com seu office-boy, aquele que deve realizar seus pedidos e súplicas. Entende Deus como se Deus devesse estar a sua disposição e livra-lo de seus males. Como diz um escritor: reduzimos Deus a uma vaca leiteira, só as tetas interessa.
Outros se apegam a santos ou santas se dizendo devotos deles afim de te-los como seus protetores; incapacitados que são de aceitar a verdade: "devoto é todo aquele que, porque admira, pede ajuda para imita-lo com sua vida".
Todo tipo de Vontade em tirar vantagens de tudo se desenvolve na mente do homem que só vive nesta sua parte Exterior ou Sentidos.

Como será nossa vida vivida pelo "Interior ou Espiritual": Primeira coisa será tomar pleno conhecimento da necessidade de se libertar do comando da vida pelo Exterior ou sentidos. Esta parte será de grande utilidade sob o controle, submisso ao Interior ou Espiritual. O nosso Interior ou Espiritual aceita perfeitamente ser submisso à Santíssima Trindade no Centro de sua alma.
Esta ação de Deus, dentro de nós, junto com o Interior ou Espiritual freiando e dando novo estilo de vida ao Exterior ou Sentidos, irá gerar o todo, a pessoa convertida, ou seja, cheia de Vontade de Deus e isto se chama "Evangelização".
São João da Cruz descreve ésta conversão, esta passagem do Esterior para o Interior como um grande encontro com Deus chamando-o de "Noite escura" ; onde muitas barreiras terão que serem derrubadas.
Esta nova postura de vida nos revela que tudo o que foi feito de bom, (quando no Ext
erior ou sentidos), o amor demonstrado a Deus e ao próximo, a caridade, os bons conselhos dados, tudo estava contaminado pelo amor próprio. Descobriremos que manipulamos as pessoas em lugar de servi-las, que construimos nosso reino pessoal em vez do Reino de Deus. Tudo foi vaidade. Já imaginou tal coisa em você? O livro descreve bem o desespero que isto nos leva.

São João da Cruz vê na vida de todos nós "Deus realizando suas virtudes: a Fé, a Esperança e o Amor (Caridade) como diretores espirituais que nos ajudam a não nos desviarmos da orientação para Deus.

São João da Cruz vê estas Virtudes relacionadas com as faculdades da nossa mente: a inteligência, a vontade e a memória. Cada uma das três “Virtudes Teologais” cuida de cada uma das três faculdades e orienta-as para Deus. Assim:
· Quem vai cuidar da Vontade é o AMOR.
· A memória vai ser assistida pela Esperança.
· A inteligência vai refugiar-se na Fé.


“O Amor irá curar nossa Vontade”.
A nossa”Vontade” acostumada a colocar nosso egoísmo a frente de tudo, sendo cativada e convencida pelo Amor, vai se tornando uma Vontade que passa a desejar Deus. A Vontade de Deus vai acontecendo. Deus que está dentro de cada um de nós sabe como realizar isto. Imperando verdadeira Vontade de Deus, vai enfraquecendo e desaparecendo a Vontade do Exterior ou Sentidos por qualquer coisa que não seja Deus.
Iremos gostar de tudo o que se gostava porém, gostaremos muito mais de Deus; nada se comparará ao nosso gostar a Deus. E quando estivermos de posse daquilo que gostamos o prazer será maior do que antes pois, um louvor espontâneo a Deus acontecerá.

“A Memória é assistida pela Esperança”.
A função da memória, sem a assistência da Esperança, é recordar o passado. É colocar nosso ser em nível de tudo o que foi registrado durante toda a nossa vida. Desde a gestação já se começa a se formar a memória com as informações que se vai recebendo. Assim fomos gerados e continuamos, no desenrolar da vida, a nos gerar em função do que somos e do ambiente em que vivemos.
Neste mundo onde Satanás reina, podemos imaginar a enorme quantidade de informações negativas que se acumulam em nossa mente. É assim que nos tornamos doentes, frágeis por termos nossa memória montada e formada por um processo de autodestruição. Na realidade a memória é um local de depósito, onde nossas imagens são guardadas e processadas. Tudo que pensamos e concluímos é guardado nessa memória.
Quando a memória é Assistida pela “Esperança”, ela inverte completamente o seu costumeiro jeito de ser. Em vez de só recordar e processar o passado ela passa a atuar em função do futuro. Ela passa a direcionar a Vontade só para o futuro; não quer mais viver só do passado. Só volta ao passado quando ele for fonte de informações que projete para o futuro.
“A Esperança” não permitirá que a memória tome posse da nossa vida fazendo-nos vítimas dos males que fomos obrigados a registrar. A Esperança, Vontade de Deus para o amanhã, começa a atuar, dando-nos a graça de viver hoje o amanhã que vai chegar. Graças ao dom da Esperança, nosso Interior ou Espiritual, é de tal forma enriquecido de Deus, possibilitando, assim, nosso Interior ou Espiritual se tornar diretor espiritual do nosso Exterior ou Sentidos. Será assim que nos tornamos outra pessoa, pois aquele que era do mundo passa agora a ser de Deus, do Reino, onde Jesus é o Senhor e Salvador e o Espírito Santo seu santificador. Tudo isto está dentro de nós para acontecer em nós. A Vontade de Deus em nossa vida passa a ser a prioridade do nosso viver. A Palavra de Deus passa a ser uma necessidade, alimento que nos leva a descobrir quem sou eu mais Deus e quem é Deus mais eu.

“A Fé passará a ser o refúgio da inteligência”.
A nossa inteligência é pequena demais para entender Deus. Deus é grande demais para ela. A inteligência acaba desistindo de buscar a compreensão de Deus. Não sabe como dialogar com Deus, não sabe ouvi-lo, tão pouco como falar. Por mais sublime que seja a imagem de Deus construída pela inteligência, ela estará longe do verdadeiro ser que é Deus.
Sem a Fé somos presas fáceis dos enganos que os homens ”bem intencionados” têm de criar suas próprias “convicções”com suas próprias doutrinas como querem entender a Palavra. A Fé vem ocupar o lugar da inteligência. A luz da Fé é tão forte que cega a inteligência. A Fé nos leva à Divina Sabedoria. A Fé nos leva a uma vida muito além dos conceitos. Libertos das limitações da inteligência, a Fé nos proporciona crer e usufruir daquilo que a inteligência não pode compreender: a Igreja, a Eucaristia, ao poder da oração, a adoração de Deus. Sem a Fé não existe conversão, tudo fica no plano da ilusão, do racional. É pela Fé que participamos verdadeiramente dos Sacramentos. A inteligência não pode entender mas, graças ao dom da Fé participamos da Vontade de Deus para conosco. Será pela Fé que seremos participantes fieis da Igreja, que pela sua autoridade Divina nos faz conscientes participantes de tudo que Cristo nos mandou fazer e ser. Não pode existir o dom da Fé sem ser membro ativo da Igreja. È pela Fé que nos curamos, passando da vida do “Exterior ou Sentidos” para a vida do “Interior ou Espiritual”. É pela Fé que acontecerão curas interiores pela nova vida da Esperança.

“Como passar de uma vida no nível dos “Sentidos” para uma vida no nível “Espiritual”.
Enquanto no nível dos Sentidos estiver tudo bem, se torna mais difícil uma procura mais profunda e você se acomoda. Quando se descobre que ai nada se encontra, (a graça iniciando sua ação), acontecerá a busca de algo mais profundo, a área onde a Trindade se encontra dentro de cada um de nós. Tal estado de alma já é a atração de Deus vencendo nossa resistência. Percebe-se claramente um convite para novas experiências de vida espiritual e um início de um desejar mais a Deus do que outra coisa. Uma confusão acontecerá em nossa mente, porém percebemos não querer voltar ao que era e ao mesmo tempo sentir-se em dificuldade de dar continuidade ao chamamento. O Espírito Santo, ao invés de animar, a primeira coisa que faz é convence-nos do pecado (Jo 16,8).

È nesta hora, nesta condição que a graça, Deus comandando nossa vida, acontecerá para que Deus e nós tenhamos sucesso. Podemos perceber estar deixando de ser uma pessoa superficial buscando mais profundidade nos fundamentos da Fé. Nesta caminhada, ao mesmo tempo em que a alma é elevada a Deus, ela se humilha em si mesma. (São experiências que São João da cruz revela). Percebemos enganos de condutas supostos espirituais que nos são reveladas como sendo condutas exclusivamente para satisfazer nosso ego. “Tudo vaidade”. Quanto mais Deus ilumina nossa alma, maior será o desespero diante de tantas correções necessárias. “Não vim trazer a paz mas, a espada” (Mt 10,34).

No princípio tudo parece uma loucura mas, aos poucos tal verdade vai se sedimentando e todo o nosso ser, corpo, alma e espírito vai encontrando um novo sentido na vida. Queremos ser o que sabemos e nesse estado o Espírito Santo encontra plenas condições para realizar em nós as curas do interior, liberando nossa mente para a Esperança. Com a mente aberta para Deus, nosso corpo vai encontrando sua alegria em ser um corpo de gestos que testemunham sua existência para Deus.
“Eu vivo mas, não sou eu, é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20). A frase é de São Paulo mas como vida todos os Apóstolos a tiveram. Percebemos que antes de Pentecostes, os Apóstolos não tinham condições de ser e fazer o que sabiam e queriam. Lembremos que Pentecostes é para quem sabe muito bem o que quer e o que tem para fazer, e por isso ele quer ser de Cristo. Cristo o centro da sua vida.
Então, só resta dizer: Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. “VEM SENHOR JESUS”

São Paulo, 25 de Janeiro de 2008-01-25.
Mário Machado.