terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Mundo e Reino

Comecemos pelo Reino no meio do mundo:

Reino supõe: “Um Rei, um Reinado, súditos juntos ao Rei, servos que cuidam de executar as ordens do Rei”. Todos os que vivem no Reino pertencem a uma mesma raça e vivem para a sustentação e enriquecimento do Rei e seu reinado do qual eles, os súditos e os servos pertencem.
Se o rei é mau, todos levam uma vida, uma existência, de sofrimentos e sem esperanças de nada; nada se tem e nada se espera. Tal verdade é bem conhecida de todas as gerações já existentes na face da terra. O rei é que manda seu povo fazer conquistas para o “seu reino”.

O Reino de Deus, a estrutura é quase a mesma, porém a vida é muito diferente daquilo que possamos imaginar.
A diferença é tal que, a beleza que nos chega ao conhecimento ou imaginação, ultrapassa a nossa capacidade de acreditar ou a ele pertencer.
No reino dos homens são os súditos e os servos que fazem de suas vidas o enriquecimento do rei.
No Reino de Deus é plenamente o contrário: a riqueza do Rei é que se torna a riqueza do seu povo.
O povo vive da riqueza do Rei. No combate é o Rei que vai à frente garantindo a passagem do seu povo. A vitória do Rei é também a vitória do seu povo que com Ele caminha.
A vida do Rei é vida para ser vivida com seu povo, com cada um de seu povo. É junto com cada um de seus servos que Deus quer ser o Rei dele. No Reino de Deus todos são irmãos, herdeiros do que nunca vão herdar, pois sempre viverão como quem de tudo é dono. Tudo é seu, tudo é para a sua felicidade. Vive-se como um povo honrado e glorificado para que possa, com sua vida, honrar e glorificar o seu Rei.

Entendamos agora: para pertencer a esse Reino de Deus, para se ter condições de poder a ele pertencer, será necessário uma preparação, uma nova mentalidade, mentalidade que o mundo nem sequer sabe imaginar. Do mundo nada se aproveita como preparo para a vida de pertença ao Reino de Deus, mas é no mundo, nesta vida no mundo, que o Rei nos prepara para vivermos, já e aqui, o seu Reino, o Reino de Deus.
A preparação, graças para os escolhidos, acontece pelo ir se desligando das amarras do mundo e na mesma medida do desligamento vai-se adentrando no Reino de Deus.
Inicia-se um gostar mais de Deus do que qualquer outra coisa que o mundo possa oferecer.
Junto com esse gostar mais de Deus, nossa memória ao invés de conduzir nossa vida pelas informações mundanas, até então registradas, ela passa a nos levar a processar as esperanças das promessas divinas. Vai-se assim fazendo uma viva e grande experiência de Deus. Deus vai se tornando a verdade absoluta e assim se descobre toda mentira que até então era a mais pura verdade de como viver sob o esquema do mundo, “eu vivo, mas não sou eu é o jeito do mundo ser que me obriga assim viver”.
A nossa inteligência passa a ser enriquecida por uma “mente”, uma mentalidade nova acontece tornando-nos capazes de vivenciar o sobrenatural de maneira natural. Tudo isso se vai percebendo pela qualidade de vida que vai nos surpreendendo e nos impulsionando para vontades maiores de Deus. As dificuldades para entender e aceitar vão se tornando em descobertas maravilhosas. Tudo isso, repito, vamos sentindo pela própria vida; experiência concreta da verdade que é Deus e do seu imenso amor por nós. Amor que nos convence ser Deus verdadeiramente o nosso criador, nosso Pai.
Deus é a “Verdade” porque só ele sabe que é Deus. Deus se revela a nós para que também nós sejamos verdade com Ele e Nele.
Tudo se tornou possível pela decisão de Deus que pelo nosso batismo e pela a sua Igreja, a Igreja de Cristo, veio fazer morada na vida de cada um de seus filhos. Amém.
São Paulo 19/02/08. Mario Machado. Blog: machadom.blogspot.com

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Eu com Deus, Deus por mim

Orar é relacionar-se com Deus. Mas quem é Deus? Onde encontra-lo?

Quando não sei quem é Deus e não sabendo onde encontra-lo, não é possível a oração.

Deus é vida que agora passou a me interessar e também uma vida que sempre se interessou por mim, Ele quer ser Deus por mim mas, em mim. Ele quer que “eu seja” o que “Ele é” por mim.
Tudo isso é porque encontro Deus perfeitamente em mim. “A Trindade Santa” tem seu lugar especial no centro da minha vida, no centro da minha alma.
Oração é relacionar-se, é tratar de assunto que dizem respeito tanto a mim como a Deus.
Orar é tratar do que intereça a Deus sobre mim e de mim para com Deus pois Deus faz parte da minha vida, dada a mim por Ele, portanto eu sou Dele e Ele é meu.
Ele “O Criador”, eu sua criatura. Ele me quis e criou-me. Eu não existia para concordar se queria ou não ser criado. Hoje posso dizer a Deus: gostei porque me criaste, agora eu sou, eu existo, eu sou vida também.
Sendo vida, quero acontecer. Posso acontecer do jeito que as coisas acontecem ou posso acontecer do jeito como Deus quer que eu faça acontecer.
Vejamos:
Eu sou o Mário, casado, me relaciono com a Doly, minha esposa, com três filhas casadas portanto, três genros, seis netos. Relaciono-me com a comunidade do Santuário Nossa Senhora da Salette, participo da equipe de preparação para os noivos, participo do Grupo de Oração da RCC. No prédio em que moramos relaciono-me com bastante gente, participo das reuniões do condomínio, em fim, sou o Mário que tem que acontecer de um jeito ou de outro onde estiver, com saúde ou não, com dinheiro ou sem, com problemas ou não.
Entenda agora: Para o Mário ser “O Mário” não é fácil. Diria até que seria impossível. Certamente estaria comprometendo não só a sua vida mas, também a de todos: esposa, filhas, genros, netos, irmãos da comunidade, gerando mal estar por onde andasse.

Porém, para Jesus ser o Mário seria bico para Ele. Quantas coisas extraordinárias faria o Mário sob o comando de Jesus. Quanto bem através dos seus relacionamentos. Quantos conselhos maravilhosos daria. Ensinaria como quem tem autoridade.
Inimaginável a beleza de vida que seria deixada pelo Mário através da presença viva de Jesus na vida dele.

A consciência disso é que me faz buscar intensamente em oração o ser que eu não consigo mas, o ser que me é possível ser. “Experiência de Deus na vida”.
Dentro de nós mesmos dá para ver o que é ser do mundo e o que é ser do Reino.

Orar não é pensar em Deus, orar é repousar em Deus, como diz São Paulo: “...não sou eu é Cristo que vive em mim”. São Paulo está dizendo que Cristo é o centro da vida dele.
Orar é querer ser de Deus, é o resultado do ardente desejo de se entregar a Deus.
Orar é conversar com Deus a esse respeito: “Eu quero ser Teu”. “Vem Senhor Jesus”
Orar é querer terminar seus dias deixando de ser o que é para ser, O Ser que se deve ser para honra e glória de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Amém, Aleluia.

São Paulo 08 / 02 / 08. Mário Machado.