sábado, 29 de março de 2008

NA UNIDADE

NA UNIDADE

Unidade não quer dizer “UM”, mas dois ou mais formando “UM”. Um só pensamento, um só querer, um só realizar. Mesmo longe dos outros seu viver é em sintonia com a unidade.

Uma “unidade” quando vai se tornando maior, ela passa a ser uma “(Com Unidade), Comunidade”.
Viver em comunidade é fundamental para a qualidade de vida de qualquer ser humano. Ninguém alcança um sucesso em toda e qualquer área da sua vida se não tem espírito e vivência em grupo.
A comunidade é fundamental para a conquista dos objetivos.

Como é um comportamento de vida em comunidade

Por exemplo: no esporte coletivo, se o time não estiver em condições de aplicar variadas táticas de jogo, ele é facilmente derrotado pelo adversário.
Lembremos que tática é conjunto e conjunto é cada um fazendo seu papel em função dos outros.
A função de cada um será o posicionamento correto para defender ou para receber o passe. Assim eles estarão em condição de defender, de atacar para fazer gols, cestas ou pontos saindo, assim, vitoriosos, respeitados e observados. Outros aprendem com eles.

Numa empresa tudo acontece no sentido de avaliar os objetivos e promover ações não só para alcança-los, mas até supera-los. O gerentão, competente e preparado, define o comportamento dos presentes, cada um na sua área, cumprindo seu papel programado, formando um conjunto de ações para o grande objetivo da firma: aumentar a qualidade e a venda. Sugestões são apresentadas pelos participantes, mas quem as aceita e as coloca em prática será sempre o chefe.
Se não existir uma unidade competente e com a disposição de cada um fazer bem feito a sua tarefa, certamente os objetivos estarão seriamente comprometidos.

Uma vez entendido, ou quase, vejamos se é possível ou não vivermos em comunidade na Igreja.
Perceba que na Igreja é tudo completamente diferente.
Quando digo Igreja, pense no seu grupo de oração ou no seu movimento de Igreja que também é de oração.
Faça uma leitura do seu interior e veja quanta dificuldade temos de aceitar o outro, ou porque ele quer fazer tudo sozinho, ou porque ele é displicente, não sente a importância da responsabilidade.
Sabemos que não devemos ficar olhando e processando os defeitos dos outros, ou seja, a diferença que existe entre nós. Elas realmente existem e nos parecem gritantes. Por incrível que pareça isto é um problema para todos aqueles que querem fazer parte de um núcleo, de uma célula ou de uma comunidade. Se formos esperar que todos fiquem do jeito que gostamos já viu não é? Jamais vamos ser e ter uma comunidade, ou seja, uma bela união entre nós. Jamais vai existir entre nós uma união que nos torne capazes de realizar aquilo que se espera: “Instrumentos para que aconteça as graças de Deus aos chamados para a nossa reunião”.
Se comportarmos, mesmo que delicadamente, na correção dos defeitos dos outros, vamos propiciar críticas, julgamentos, desentendimentos que resultará em desunião do grupo. Da desunião vem o fracasso, as desistências dos freqüentadores novos, o abandono dos antigos, o grupo vai diminuindo e todos vão perdendo o gosto pelas reuniões. Esta é uma realidade conhecida por todos nós.
Quando dentro de nós, acontece uma crítica pelo comportamento de um companheiro, podemos ter a certeza, nosso jeito de ser é exatamente do jeito que nos leva a criticar.
Por exemplo: se acharmos que ele, ou ela, fala demais, podemos estar certos, quando o microfone cair em nossas mãos falaremos demais e não perceberemos.
Somos severos, radicais, exigentes com os outros e não sabemos ser o mesmo conosco.


Não havendo comunhão entre os componentes do núcleo a espiritualidade praticamente não existirá e assim, tudo acontecerá pelo racional, já que o Espírito Santo não encontra espaço para agir.
Sem a ação do Espírito Santo, sabemos quão tristes é uma reunião. A reunião que foi destinada a proclamar uma total e irrestrita entrega nossa ao comando de Jesus o Senhor, será trocada por uma reunião conduzida sem coragem, ou seja, uma pregação sem convicção. É triste, muito triste.

Superando a realidade que somos

Primeiro: estando eu preparado, ou seja, conhecedor dessa realidade que sou. Ciente de que minha pessoa não está atuando para o crescimento da obra da salvação, pelo contrário está indo contra a vontade do Senhor.
Tal leitura já é o Espírito Santo vencendo em mim e me capacitando a uma conduta inspirada de ajuda aos irmãos (agora sim, de coração, os chamamos de irmãos).
Seremos instrumentos para que todos tomem consciência desta realidade e se disponham a uma nova maneira de caminhar juntos, com o único sentido de enriquecer todo o grupo do Espírito

Fundamentos para minha mudança

Encontrados tais fundamentos, estes, através de mim, vão se tornar de todo o grupo.
Jesus disse: “Quem não está comigo, está contra mim; quem não colhe comigo, espalha”. Disse ainda: “Pai que eles sejam um como nós somos um”.
Trindade: três pessoas poderosíssimas por serem fortemente unidas a ponto de se tornarem um. Uma poderosa vida para a mesma causa.
É sobre a nossa unidade que Jesus está falando. É assim que Ele nos quer. Se Ele assim nos quer é porque Ele sabe como fazer. Nossa união será gerada, acontecida pela Sua presença no meio de nós e todos nós numa união por estarmos todos voltados para Ele. Todos partilhando as riquezas que dEle recebemos.
Assim, nós que somos, e continuamos a ser, cheios de imperfeições, falhas, defeitos e de diferenças tão grandes, nada disso vai roubar de nós a unidade pois, estaremos todos voltados para Jesus.
A vida de cada um de nós será de um enriquecimento tal pois, ela será exatamente aquilo que o irmão mais precisa de nós. A vida de cada um de nós será uma vontade de ser para o irmão para atende-lo naquilo que ele está convencido: “vontade de se entregar a Jesus”.
Jamais iremos nos desanimar por causa das diferenças entre nós, pelo contrário, seremos capazes de mandar tudo as favas, pela grandeza da obra a realizar e pelo estado de graças que nos encontramos.
Não vamos mais ficar julgando o irmão pelas suas falhas, sentiremos por elas maior necessidade de nos entregarmos a Jesus para que por nós, Jesus o liberte de seus enganos.

Lembre-se, o Senhor disse: “quem está comigo, este me ajuda a ajudar e quem não está comigo interrompe o caminhar da graça, do meu querer”. Jesus faz questão de contar conosco e que participemos com Ele da Sua Missão: nos tornar co-redentores da salvação.
O Senhor está dizendo que quem abandona o grupo está se desligando dEle também. O Senhor sempre contou com ele para aquela obra.
Não se esqueça, Jesus está dizendo que a graça, a cura, a libertação proveniente dEle circula, passa de um para o outro para gerar uma comunidade sadia no Senhor. Se você, por culpa sua, interrompe esse fluxo de Amor de Deus, você estará sendo contra o querer de Jesus.
É fácil de entender, não é? Se assim ficou fácil entender vai ser mais fácil você se tornar uma benção de Deus para o seu grupo. Este ser uma benção de Deus, inicia pela sua oração de entrega e de louvor a Deus que é Pai, que é O Filho e que é o Espírito Santo.

Quando Pedro e João foram para falar de Jesus no Templo, eles não tinham idéia de como faze-lo mas iam com coragem e alegria.
Vendo o aleijado na porta, Pedro percebe claramente o que devia fazer para entrar com poder no Templo. “Ouro e prata não tenho, mas o que tenho eu te dou, em nome de Jesus Cristo, levanta-te e anda”. Entra com o ex- aleijado e puderam, assim, falar com aquela eloqüência de ungidos. “Os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas ficaram admirados ao ver a segurança com que Pedro e João falavam, pois eram pessoas simples e sem instrução” (At 4, 1-21).

O trabalho de cada um de nós, que fazemos parte de uma unidade consciente, será permitir que Jesus continue, por nós, o que começou pelos Apóstolos. VOCÊ CONCORDA ?

Deus seja Louvado e Glorificado. AMÉM - ALELUIA.

São Paulo, 29 de março de 2008. Mário Machado.

quinta-feira, 13 de março de 2008

DEIXAR DE SER O QUE EU SOU

Quando tudo está bem eu sou mais eu. Sinto-me cheio de fé, tenho calma, bom humor, um amor confiante em Jesus.
Percebo o dom do aconselhamento, a oração que sei fazer parece-me confortante, inspirada e estimulante.
Que maravilha viver louvando o Senhor.
***********************************

Estou agora trabalhando para ser, toda essa beleza, mesmo quando tudo ou algo não vai bem.
Sim. Grita-me em todo o meu ser a incoerência, a diferença gritante que sou quando tudo ou apenas algo não acontece como gostaria ou como não deveria acontecer.

Perco a minha calma, meu sono, meu bom humor e o pior, meu amor confiante em Jesus. Percebo minha total falta de fé.
Esta minha rejeição por este estado de ser e de não ser o que mais eu quero ser, pela graça divina, consigo orar e não exteriorizar meu estado interior. Consigo representar aquele Mário que todos conhecem. Graças a Deus.
Quando o sofrimento, o desgosto chega em minha vida inicia-se em mim um sentimento de pequenez, de inferioridade diante da realidade. Diante de tal situação reconhecida, começo a orar suplicando a intervenção de Cristo a fim de me livrar, não da realidade, mas da necessidade que tenho da sua força para enfrentar com a coragem de quem está contando com Ele.

Lendo Jo 4, 46b-53, dá para perceber a mudança, do desespero para a calma, do funcionário do rei que pede à Jesus ir a sua casa curar seu filho que estava morrendo. Jesus adverte-o dizendo: “se não verdes sinais e prodígios, não acreditais”.
O funcionário parece não dar atenção às Palavras de Jesus devido a sua aflição e insiste: “Senhor desce antes que meu filho morra”. Jesus compreende a situação do homem e a Dele e diz: “Podes ir, teu filho está vivo”.
Acontece, então, a graça maior, muito mais do que a graça pedida: “O homem acreditou na Palavra de Jesus e foi embora”.
Podemos acrescentar: foi embora feliz pois ficou confiante e tranqüilo. Termina o Evangelho dizendo que o homem abraçou a fé, juntamente com toda a sua família.

Ninguém é diferente deste homem. Pedimos a Jesus o que necessitamos, é normal, o sobre-natural é a alegria do já ter recebido o que se espera receber. Isto é a vida da fé por estar na fé, convencido por Jesus.

Fé é dom de Deus para você viver por ela.


Pergunto agora: Jesus não atende quem não tem fé? SIM e NÃO, penso eu.
Não – Jesus não vai curar sabendo que aquela saúde vai ser causa de condenação.
Sim – Jesus vai curar sabendo que aquela saúde vai ser para encontrar a salvação.

Temos que orar meditando o quanto Jesus quer nos recriar.
<><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><><<

Temos que cultivar em nossos corações o estar a disposição de Deus Pai por inteiro, sem exigências ou espera de recompensas. Devemos sentir que momentos de meditação não são somente momentos de nossa vontade mas, principalmente, preparados pela vontade de Jesus. É Jesus que nos quer orando com Ele.
O tempo é de Jesus, a oração é de Jesus. A meditação será uma oração de Jesus como se fosse nossa.
Tal milagre acontece na simplicidade da intimidade nossa com Jesus. Estes momentos irão trazer uma real confiança em Deus Nosso Pai, descrito no Evangelho como “Esperança”.
Acolhemos a meditação no dom da Esperança, (não olhamos mais para nós, olhamos para o futuro com Deus) ao invés de só desejo (aquele que ora na sua vontade) uma consciente disposição de estar disponível para Deus, (Deus e eu, eu e Deus).
Pela virtude do estar vazio de si, somos repletos do poder de Deus e do conhecimento de que somos um com Deus.
Nos sentiremos plenamente como amantes e amados.

Acontecerá, pela própria vontade e necessidade, o esquecimento total de si num total abandono de todos os nossos pensamentos até de nossa própria oração. Tudo será um dialogo entre quem se conhece e se ama muito.
Estará, pois, ao nosso alcance, uma abertura à oração de Jesus em nosso coração.
Em lugar de pensar em Deus iremos querer Deus e ser de Deus. Será um repousar em Deus sem o menor esforço, um sentir-se bem junto a Deus Nosso Pai.
Isto é reconhecido como prática de purificação do coração.

A meditação nos leva a uma vida de perfeita claridade, vemos a nós mesmos, vemos a criação, vemos Deus.
A revelação de tudo isto é de Deus para aquele que O procura de coração. (graça de Deus).
Aprendemos através da nossa meditação, bem feita e diária, como esperar em Deus e a colocar nEle nossa aplicada atenção. É uma jornada para além de si mesmo em direção aos mistérios de Deus para se ter com clareza quem somos nós.

AMÉM – ALELUIA.

Mário Machado 12 / 03 / 2008.

ORAÇÃO DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA:

“Tomai, Senhor e recebei.
Toda minha liberdade e a minha memória também,
O meu entendimento e toda a minha vontade,
Tudo o que tenho e possuo, Vós me destes com amor.
Todos os dons que me destes, com gratidão vos devolvo,
Disponde deles, Senhor, segundo a Vossa Vontade.
Da-me somente o Vosso amor e a Vossa Graça,
Isto me basta, nada mais quero pedir”.

sábado, 8 de março de 2008

PENSE COMIGO.


Somos humanos, humanos demais, como diz a música do Pe. Fábio de Melo.
O humano vive do racional. O racional está sujeito a cultura em que viveu e vive associada a herança genética da pessoa.
Pelo racional nos alegramos, nos empolgamos como também nos entristecemos, desanimamos.
A convicção, decisão racional, torna as pessoas fanáticas por aquilo que escolheram ser: torcedores violentos, defensores de ideologias a ponto de se enrolarem em bombas para se explodirem no meio de inocentes, gera o fanatismo por religião, enfim, são tantos os jeitos de ser um fanático.
Penso até que todo mundo é fanático por alguma coisa nesta vida.
Fanático, então, é aquele que pelo racional prioriza o seu jeito de viver. Vive pensando só naquilo que é sua prioridade.
Eu sou um fanático, um santo fanático pelo espiritual, viver pelo Espírito Santo.
Avalio o meu comportamento, fruto do meu racional, e percebo em mim uma linha de conduta cristã, mas como decisão minha, do meu racional, que não tem mais coragem de ser ao contrário.
Procuro (racional) ser sempre certinho. Quando erro (racional) me censuro e me proponho corrigir-me.
Quando alguém não me é agradável, (racional) forço minha natureza para compreende-lo, não me deixando levar por pensamentos de desamor, (racional).

Como fazer, como perceber que meu racional não é mais meu e sim do meu Senhor?
Como saberei se é o Espírito Santo me conduzindo?


Os apóstolos Pedro e João quando foram no templo no início do apostolado, encontrando o aleijado pedinte na porta, com toda convicção Pedro disse: “Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho, eu te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda”.
É bem verdade que este milagre seria fundamental para que houvesse condições de Pedro falar de Jesus e ser ouvido com a devida atenção em função do milagre presenciado pelos que estavam no templo.
Assim a Bíblia relata muitos milagres, feitos por Jesus e pelos apóstolos mas, todos voltados para convencer, nem tanto o favorecido, mas o povo assistente.
Quando falo da vida em Jesus, falo com convicção, como verdade proclamada. Parece-me Deus comandando e me inspirando o que falar. Percebo que se fosse eu a falar ficaria todo nervoso e confuso pela preocupação de não ser bem sucedido e ter minha pessoa, minha reputação denegrida, Vaidade, pura vaidade.
Por outro lado, pela atenção me dada, pelos olhares sedentos às minhas palavras, parece-me atribuir a mim tal capacidade.
Fico confuso pois prefiro mais sentir ser o Senhor a falar do que eu. Não quero jamais perceber em mim tal vaidade.
Mas vejam, tudo é leitura do racional.
No grupo de oração que freqüento, sempre me questiono: estou me deixando ser conduzido pelo Espírito ou pelo meu racional.
Percebe-se claramente quando uma colocação, uma oração, uma condução do grupo de oração está sendo através de um racional mal preparado. Ela é sem vida, sem unção, como se diz.
Trava-se em mim uma luta interior para não me deixar sentir falta de amor por aquele que deveria estar cheio de amor por nós por estar a serviço do Senhor.
O meu racional é convicto de que toda oração, até o louvor, deve ser de entrega.
“Faça-se em mim conforme a vossa Palavra”.

“Eu vivo, mas não sou eu, é Cristo que vive em mim”
Parece que se ensina a orarem a Jesus, ao contrário, só pedindo. Jesus faça isso, aquilo, vem cá, vai lá, parecendo na oração que Jesus é o servo e o orante é o senhor. Em assim ensinando pouco ou quase nada vai acontecendo e o grupo vai cada vez mais diminuindo, perdendo a motivação.
O Espírito não acontece pois o racional em vez de favorecer, de se abrir, se fecha no seu querer não tomando consciência do querer de Deus presente.
O racional tem que aprender a gostar de se entregar ao Espírito.
È isso, o racional tem que ser um racional que nada sabe a não ser o ter o ardente desejar de ser usado, conduzido pelo Espírito.
O Deus que está em mim é que me faz ajudar o Deus que está no meu irmão.
Quem convence o meu irmão é o Deus que está nele quando o racional dele for atraído pelo Deus que fala por mim.
A vaidade é própria do ser humano que se projeta pelo seu racional.

No mundo o racional é que comanda e é comandado de acordo com o mundo.

No Reino o racional é que é comandado pelo Espírito para que o corpo realize, com sua vida, a vontade de Deus.

DEIXE JESUS CUIDAR DO SEU RACIONAL.

Amém – Aleluia
Mário Machado, São Paulo 08 de março de 2008 22:08 horas.