sábado, 30 de agosto de 2008

N.Sra.da Salette Reconciliadora dos pecadores

Nossa Senhora da Salette - Reconciliadora dos pecadores.
Rogai sem cessar por nós que recorremos a vós.

Reconciliar: voltar à amizade, à intimidade perdida.

Intimidade: identificação no pensar, no querer e no agir.
(O que você acha de fazermos isto? Pucha, era exatamente o que eu ia propor a você).
Por essa identificação as pessoas se somam e se tornam realizadoras do que pensam e querem fazer.
Cada um passa a ser uma inspiração, um incentivo para o outro. Serão normais e constantes as descobertas renovadoras, daquilo que se estava fazendo. O amanhã será sempre um novo dia.
As novas descobertas e aperfeiçoamentos surgirão espontaneamente.

Pecadores: são aqueles que, pela sua natureza de pecador, não sabem ou não conseguem experimentar a Deus. Nunca souberam quem é Deus, nem o que Deus pode fazer por suas vidas. Vivem única e exclusivamente do seu potencial, desconhecendo totalmente as abundantes graças que recebem de Deus. Têm comportamentos em função do que “processa seu racional”. Vivem em função do que seus olhos vêm, seus ouvidos escutam, seu olfato cheira, de seu paladar para escolher o que comer ou beber, do tato para definir o que lhe agrada tocar. Vivem pelos sentidos, ou seja, exclusivamente do exterior. São materialistas, desconhecem totalmente o seu interior espiritual. Ignorando serem materialistas não deixam espaço para a vida espiritual.
Quem não sabe quem é perde a condição de deixar de ser o que é.
Sem permitir o espiritual frear seus instintos, partem para aberrações de condutas tão conhecidas de todos nós pelos noticiários. Quando praticam o bem, o praticam para satisfazer suas vaidades.

“Rogai sem cessar por nós que recorremos a vós”: Se recorro a Nossa Senhora da Salette é porque tenho consciência de que não sou diferente dos homens. Sou pecador, ou seja, tenho condições perfeitas de cometer pecados. Sei pecar, sei praticar o que é mal para os outros e para mim. Sei ser o que devo ser sem precisar de Deus.
Quem recorre a N. Sra. Da Salette, o faz em estado de graça, pois é pela graça de Deus que nos tornamos capazes de nos reconhecer pecadores, portanto, dependentes de Deus.

Nossa Senhora da Salette ou na Salette veio profetizar o que Deus e ela sabiam que ia acontecer de ruim para o povo através da natureza. A terra não ia produzir alimentos suficientes e a fome ia ser inevitável. Maria, profeta de Deus e as crianças profetas de Maria.

A profecia: A aceitação da conversão seria suficiente para impedir a realidade da natureza.
Deus seria com o “seu povo” o pacificador da natureza, o mal seria evitado.

Qual conversão? Fazer bem as orações, ir à Missa para celebrar com Jesus a salvação, conhecer por experiência, o poder misericordioso de Deus através da oração. Respeito para com a Igreja na freqüência e no comportamento.

Dificuldades: Não foi reconhecer a veracidade da profecia pois, já estavam presenciando tal realidade. O difícil foi acreditar e aceitar, dois garotos, pobres, analfabetos a relatar com clareza algo impressionante, sobrenatural.

Desfecho: E agora o que fazer. Fazer e ser o que dois meninos falaram? Isto seria muito difícil,
poucos aceitariam. Não acreditar na revelação? Podemos imaginar a situação que acontecia na medida que o fato ia se espalhando.
É aqui que entra a autoridade e o respeito à Igreja. É a Igreja que faz o discernimento de fatos espirituais revelados. Se não fosse a Igreja o desfecho da história teria sido catastrófico. É a Igreja que tem o Espírito Santo para tais decisões,;autoridade para proclamar a verdade e derrubar a mentira.
Salette não é só uma profecia para o povo. É uma presença viva, preocupante, orientadora de Deus por Maria e com Maria para a sua Igreja poder ser o local das graças necessárias à conversão e as proteções divinas.

E hoje? Salette é uma realidade tanto de Deus como da natureza. A veracidade da Salette é eterna e imutável. O povo se afasta de Deus, ridiculariza a Igreja com seu comportamento mundano, perde a intimidade com Deus. O povo fica, assim, sem saber o porque de tantas catástrofes, acidentes, calamidades comportamentais acontecendo na nossa cara.

O que fazer? Uma música do Padre Joãozinho diz: “Vamos orar e agir e Deus realizará”.
Analisando os documentos da Igreja, percebe-se sua preocupação com a situação do esvaziamento e a participação desmotivada dos cristãos batizados. Vemos uma tomada de postura pela qual se retorna às origens: “Evangelizar para a conversão e santificação do povo de Deus”.
Para tanto se torna necessário uma “Espiritualidade”, algo para os homens e mulheres chamados a serem evangelizadores. Tal missão vai exigir que todo evangelizador cuide de sua própria competência: desejo de ser santo – espiritualidade missionária – viver em íntima comunhão com Cristo – Vida fundamentada na Palavra, na Eucaristia, na vida comunitária e no serviço ao mundo.
Fala de alguns aspectos importantes: Deixar-se conduzir pelo Espírito, transformar sua timidez em testemunho de uma vida corajosa, a docilidade ao Espírito que vai exigir uma contínua revisão de vida, conhecedor da Palavra (leitura orante da Sagrada Escritura) e do seu poder transformador.

Como? Ao homem ser o que tem que ser é impossível mas, lembremo-nos, “A Deus tudo é possível”, lembremo-nos também do que Jesus disse: “Sem mim nada podeis”.
Então tudo começa pela descoberta de como é gratificante a vida daqueles que vivem conduzidos pelo Espírito para fazer a vontade de Deus, do mesmo jeito que viveu Jesus para Deus por nós.
“Faça-se em mim (para depois se fazer por mim) conforme a Vossa Palavra”.
Para nós não será tão simples como foi para Maria . Maria, cheia da graça, já estava pronta para Deus usa-la. Nós, para que Deus nos use, Ele terá que fazer conosco o que não sabemos nem imaginar.
Uma vez consciente de tudo isto, pela graça de Deus, podemos dizer:
“Vem Senhor Jesus, eis-me aqui”.

A Espiritualidade Saletina, mais do que nunca, se torna necessária nos dias de hoje. Ela é e será eternamente necessária por causa de que o mundo nunca deixará de ser mundo.
Espiritualidade Saletina é, portanto, a graça que nos vem de Deus por Maria a fim de gerar em nós a condição de sermos filhos íntimo de Deus que é nosso pai; gosto imenso de buscar na Palavra a vida a nós conquistada por Jesus. O prazer de viver praticando o bem para a glória de Deus como testemunho de Jesus, cabeça da Igreja, pela qual formamos seu corpo místico. Por fim, ter consciência do bem e da importância que é uma celebração Eucarística.

AMÉM – ALELUIA. Mário Machado 28/08/08.

Visite meu blog: machadom.blogspot.com

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Grupo de Oração

Grupo de Oração
Local de encontro entre os escolhidos de Deus Pai.
Momento onde Deus realiza o seu “Ser Nosso Deus e pai”.
Deus convence e “assume” os filhos e os filhos, co0nvencidos, se “entregam” a Deus Pai.
E a Palavra inicia a ser vida reconhecendo-se, assim, “O Reino” iniciando.

Grupo significa pessoas que se reúnem para aperfeiçoar e aprofundar naquilo que estão envolvidos.
O desejo é em comum e, por causa disso, querem partilhar suas experiências, seus progressos.

Nas parábolas do Reino Jesus deixa claro o que deve acontecer em nós, seus escolhidos, para que aconteça o Reino, ou seja, nossa perfeita intimidade com Deus.

A semente de mostarda só tem sentido, como semente, o ser colocada, o ser envolvida pela terra. A terra só encontra o seu sentido de ser terra, ou seja, sua verdadeira missão, desenvolver com a semente aquilo que ambos têm condições e finalidade de realizarem “juntos”.
“Alguém” tem que ser instrumento de cooperação entre a semente e a terra para que se concretize a vida entre eles e não morram sem realizar seus desígnios.
Semente e Terra foram criadas uma para a outra para realizarem o “Para que” existem.

A farinha é o componente majoritário, em quantidade, para a obtenção do produto alimento: pães, bolos, salgados ou doces porém, sem o auxílio do fermento, quantidade muito inferior à farinha, não se conseguirá a qualidade indispensável ao propósito.
O fermento foi criado para ser misturado na farinha a fim de que a farinha possa se transformar no alimento útil e saboroso. Alimento importantíssimo para a saúde e a vida das pessoas.
Fermento e Farinha foram criados um para o outro para realizarem o “Para que” existem.

Nem a Terra, nem a Semente realizarão o prazer de existirem sem a plena e total união entre elas. “Tudo o que é meu é teu, inclusive eu” .
Nem a Farinha, nem o Fermento realizarão o prazer de existirem sem a plena e total união entre eles. “Eles existem para serem totalmente um para o outro”.
Nada acontecerá do que se espera de cada um não havendo tal união.

O que é que Jesus está querendo dizer contando-nos tais parábolas ?
Que Deus é a proporção muitíssimo maior do que a sua no resultado da sua vida.
O “Para que” você existe só se realizará na sua total entrega a Deus, ou seja, você e Deus perfeitamente unidos para “realizarem” a felicidade de ambos, a felicidade de Deus vivida por você presenciada por todos nós.
Portanto: Você sem estar em Deus para nada serve, por outro lado, Deus não poderá ser Deus através de você sem Ele ser em você e você ser em Deus.
Concluindo: Deus existe porque Ele te criou. Porque Ele te criou, Deus existe de verdade.
Faça você esta pergunta: “Para que Deus se eu não existo”? Você concluirá: “Eu sou a prova de que Deus existe” e “Para que” Deus e eu existimos.

Reino, se entende como um povo obediente às ordens do rei. O rei decide o que cada um deve ser, que cargo cada um deve ocupar no seu reino. Todos vivem, cada um na sua função, realizando a vontade e o querer do seu rei. O querer do Rei será também o seu querer como se fosse sua própria vontade.

Reino de Deus, chegado e proclamado por Jesus, não só nos é revelado como nos faz convidado a pertencermos a ele.
Perceba uma terceira pessoa envolvida nas parábolas: aquela que semeia porque tem a terra e a semente a sua disposição e aquela que faz a mistura da farinha com o fermento porque quer realizar o que ela sabe e quer fazer.

Grupo de oração será sempre a possibilidade dessa terceira pessoa realizar o seu intento: Realizar em cada um a união perfeita com aquele que nos faz Nele, por Ele e com Ele.
Grupo de Oração deve acontecer no sentido do aproveitamento da graça, ajuda de Deus a cada um, condicionando-nos a uma união de total entrega aos propósitos de Deus tornando-nos canal da graça para todos os membros do grupo.
Um grupo de oração deve sustentar-se no propósito de que Deus quer mostrar à sua Igreja a obra da sua presença quando existe o esforço de união e pertença a Ele entre seus escolhidos.

Uma vez entendido devemos colocar todos os membros participantes do grupo a par do compromisso que deve ser assumido entre todos. Para a obra que Deus quer realizar pelo grupo, através de cada um, Deus Pai fará de todos um só corpo com Ele. Seremos, então, canais das graças, graças de cura, libertação, conversão, de um para o outro,. Seremos uma bênção de Deus para o outro.

Saberemos conviver com nossas diferenças pois, elas serão insignificantes diante da grande alegria de estarmos servindo ao Senhor uns pelos outros.
Vamos assim, experimentando de forma concreta uma alegria crescente e constante, vida nova no espírito, consciente de que é obra da Trindade Santa através do grupo de oração.

Lembremo-nos também da parábola do “odre e o vinho”. Não se põe vinho novo em odres velho, o odre velho não tem condições de conservar o vinho sem se romper.
Jesus está dizendo que uma pessoa vivendo a maneira do mundo não tem sentido receber o Espírito Santo. É uma pessoa velha. Ela precisa nascer de novo, ou seja, ser evangelizada para colaborar com o Espírito e crescer na vida nova.

O grupo de oração tem essa missão: evangelizar os novos, coloca-los a disposição do Espírito para o crescimento espiritual deles e do grupo conforme os fundamentos da Igreja, Igreja de Cristo.
Grupo de oração é o local privilegiado para esse encontro com Deus que é pai.
Realmente, grupo de oração, é o local e o momento desse encontro onde Deus realiza o seu querer.

O querer de Deus é ser um com você, portanto, grupo de oração é Deus presente tornando possível a união perfeita entre Deus e cada um dos membros com Ele como nas parábolas acima citadas.
É no grupo de oração que Deus nos prepara, nos convence a entregarmos a Ele, de tal maneira como na parábola do barro nas mãos do oleiro. Seremos capazes de nos entregar a Deus para que Ele realize em cada um a beleza que só Ele sabe realizar.

Não podemos nos desviar dos fundamentos na condução do grupo de oração. Não podemos ignorar o “Para que” é que somos os privilegiados para esse encontro específico com Deus : Deus presente para que possamos nos entregar a Ele. Deus quer ser Deus por aquele que se entrega a Ele.

Deus quer levar a sua paz, a sua libertação, a sua salvação para aqueles que conosco convive: filhos, filhas, esposo, mulher, amigos, inimigos, visinhos, e outros mais, através de cada um presente nesse grande encontro com Ele.
Grupo de oração é para a conscientização do querer de Deus que sejamos plenamente dEle.
“Eu quero ser Jesus amado como um barro nas mãos do oleiro”.

AMÉM – ALELUIA. Mário Machado. 13/08/08. Visite meu blog : machadom.blogspot.com