Unidade não quer dizer “UM”, mas dois ou mais formando “UM”. Um só pensamento, um só querer, um só realizar. Mesmo longe dos outros seu viver é em sintonia com a unidade.
Viver em comunidade é fundamental para a qualidade de vida de qualquer ser humano. Ninguém alcança um sucesso em toda e qualquer área da sua vida se não tem espírito e vivência em grupo.
A comunidade é fundamental para a conquista dos objetivos.
Como é um comportamento de vida em comunidade
Por exemplo: no esporte coletivo, se o time não estiver em condições de aplicar variadas táticas de jogo, ele é facilmente derrotado pelo adversário.
Lembremos que tática é conjunto e conjunto é cada um fazendo seu papel em função dos outros.
A função de cada um será o posicionamento correto para defender ou para receber o passe. Assim eles estarão em condição de defender, de atacar para fazer gols, cestas ou pontos saindo, assim, vitoriosos, respeitados e observados. Outros aprendem com eles.
Numa empresa tudo acontece no sentido de avaliar os objetivos e promover ações não só para alcança-los, mas até supera-los. O gerentão, competente e preparado, define o comportamento dos presentes, cada um na sua área, cumprindo seu papel programado, formando um conjunto de ações para o grande objetivo da firma: aumentar a qualidade e a venda. Sugestões são apresentadas pelos participantes, mas quem as aceita e as coloca em prática será sempre o chefe.
Se não existir uma unidade competente e com a disposição de cada um fazer bem feito a sua tarefa, certamente os objetivos estarão seriamente comprometidos.
Uma vez entendido, ou quase, vejamos se é possível ou não vivermos em comunidade na Igreja.
Perceba que na Igreja é tudo completamente diferente.
Quando digo Igreja, pense no seu grupo de oração ou no seu movimento de Igreja que também é de oração.
Faça uma leitura do seu interior e veja quanta dificuldade temos de aceitar o outro, ou porque ele quer fazer tudo sozinho, ou porque ele é displicente, não sente a importância da responsabilidade.
Sabemos que não devemos ficar olhando e processando os defeitos dos outros, ou seja, a diferença que existe entre nós. Elas realmente existem e nos parecem gritantes. Por incrível que pareça isto é um problema para todos aqueles que querem fazer parte de um núcleo, de uma célula ou de uma comunidade. Se formos esperar que todos fiquem do jeito que gostamos já viu não é? Jamais vamos ser e ter uma comunidade, ou seja, uma bela união entre nós. Jamais vai existir entre nós uma união que nos torne capazes de realizar aquilo que se espera: “Instrumentos para que aconteça as graças de Deus aos chamados para a nossa reunião”.
Se comportarmos, mesmo que delicadamente, na correção dos defeitos dos outros, vamos propiciar críticas, julgamentos, desentendimentos que resultará em desunião do grupo. Da desunião vem o fracasso, as desistências dos freqüentadores novos, o abandono dos antigos, o grupo vai diminuindo e todos vão perdendo o gosto pelas reuniões. Esta é uma realidade conhecida por todos nós.
Quando dentro de nós, acontece uma crítica pelo comportamento de um companheiro, podemos ter a certeza, nosso jeito de ser é exatamente do jeito que nos leva a criticar.
Por exemplo: se acharmos que ele, ou ela, fala demais, podemos estar certos, quando o microfone cair em nossas mãos falaremos demais e não perceberemos.
Somos severos, radicais, exigentes com os outros e não sabemos ser o mesmo conosco.
Não havendo comunhão entre os componentes do núcleo a espiritualidade praticamente não existirá e assim, tudo acontecerá pelo racional, já que o Espírito Santo não encontra espaço para agir.
Sem a ação do Espírito Santo, sabemos quão tristes é uma reunião. A reunião que foi destinada a proclamar uma total e irrestrita entrega nossa ao comando de Jesus o Senhor, será trocada por uma reunião conduzida sem coragem, ou seja, uma pregação sem convicção. É triste, muito triste.
Superando a realidade que somos
Primeiro: estando eu preparado, ou seja, conhecedor dessa realidade que sou. Ciente de que minha pessoa não está atuando para o crescimento da obra da salvação, pelo contrário está indo contra a vontade do Senhor.
Tal leitura já é o Espírito Santo vencendo em mim e me capacitando a uma conduta inspirada de ajuda aos irmãos (agora sim, de coração, os chamamos de irmãos).
Seremos instrumentos para que todos tomem consciência desta realidade e se disponham a uma nova maneira de caminhar juntos, com o único sentido de enriquecer todo o grupo do Espírito
Fundamentos para minha mudança
Encontrados tais fundamentos, estes, através de mim, vão se tornar de todo o grupo.
Jesus disse: “Quem não está comigo, está contra mim; quem não colhe comigo, espalha”. Disse ainda: “Pai que eles sejam um como nós somos um”.
Trindade: três pessoas poderosíssimas por serem fortemente unidas a ponto de se tornarem um. Uma poderosa vida para a mesma causa.
É sobre a nossa unidade que Jesus está falando. É assim que Ele nos quer. Se Ele assim nos quer é porque Ele sabe como fazer. Nossa união será gerada, acontecida pela Sua presença no meio de nós e todos nós numa união por estarmos todos voltados para Ele. Todos partilhando as riquezas que dEle recebemos.
Assim, nós que somos, e continuamos a ser, cheios de imperfeições, falhas, defeitos e de diferenças tão grandes, nada disso vai roubar de nós a unidade pois, estaremos todos voltados para Jesus.
A vida de cada um de nós será de um enriquecimento tal pois, ela será exatamente aquilo que o irmão mais precisa de nós. A vida de cada um de nós será uma vontade de ser para o irmão para atende-lo naquilo que ele está convencido: “vontade de se entregar a Jesus”.
Jamais iremos nos desanimar por causa das diferenças entre nós, pelo contrário, seremos capazes de mandar tudo as favas, pela grandeza da obra a realizar e pelo estado de graças que nos encontramos.
Não vamos mais ficar julgando o irmão pelas suas falhas, sentiremos por elas maior necessidade de nos entregarmos a Jesus para que por nós, Jesus o liberte de seus enganos.
Lembre-se, o Senhor disse: “quem está comigo, este me ajuda a ajudar e quem não está comigo interrompe o caminhar da graça, do meu querer”. Jesus faz questão de contar conosco e que participemos com Ele da Sua Missão: nos tornar co-redentores da salvação.
O Senhor está dizendo que quem abandona o grupo está se desligando dEle também. O Senhor sempre contou com ele para aquela obra.
Não se esqueça, Jesus está dizendo que a graça, a cura, a libertação proveniente dEle circula, passa de um para o outro para gerar uma comunidade sadia no Senhor. Se você, por culpa sua, interrompe esse fluxo de Amor de Deus, você estará sendo contra o querer de Jesus.
É fácil de entender, não é? Se assim ficou fácil entender vai ser mais fácil você se tornar uma benção de Deus para o seu grupo. Este ser uma benção de Deus, inicia pela sua oração de entrega e de louvor a Deus que é Pai, que é O Filho e que é o Espírito Santo.
Quando Pedro e João foram para falar de Jesus no Templo, eles não tinham idéia de como faze-lo mas iam com coragem e alegria.
Vendo o aleijado na porta, Pedro percebe claramente o que devia fazer para entrar com poder no Templo. “Ouro e prata não tenho, mas o que tenho eu te dou, em nome de Jesus Cristo, levanta-te e anda”. Entra com o ex- aleijado e puderam, assim, falar com aquela eloqüência de ungidos. “Os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas ficaram admirados ao ver a segurança com que Pedro e João falavam, pois eram pessoas simples e sem instrução” (At 4, 1-21).
O trabalho de cada um de nós, que fazemos parte de uma unidade consciente, será permitir que Jesus continue, por nós, o que começou pelos Apóstolos. VOCÊ CONCORDA ?
Deus seja Louvado e Glorificado. AMÉM - ALELUIA.
São Paulo, 29 de março de 2008. Mário Machado.


