“TODA ESCRITURA É INSPIRADA POR DEUS”. (2Tim 3, 16) Continuação.
Peguemos (Eclo2, 2-10) e veremos que o autor, ou melhor, aquele que escreveu, proclamado como Palavra de Deus, nos descreve uma série de recomendações, afirmações, conselhos para uma vida, a ser conseguida, (para o futuro) de acordo com o querer de Deus. Tal verdade é para todos que tomam conhecimento, leva a sério, e se deixam ser seduzidos, pelas palavras deste trecho como de todas as outras contidas na Bíblia.
Como foi escrito pelo homem, este homem foi plenamente convencido por Deus a experimentar tal vida. Uma vez convencido, pela experiência que fez, a escreveu como sendo verdade, não só de Deus mas, sua também. Não haveria nem haverá outro jeito de Deus proclamar seus motivos sem a participação do homem. Deus faz questão de que o homem participe da sua ação para a salvação do próprio homem. Deus convence o homem a fazer a experiência de uma vida conforme a sua vontade, afim de torna-lo, com Ele, Deus, um salvador de homens junto com Ele, Deus.
Aquele que experimentou e comprovou pela sua própria vida as promessas de Deus, escreve como quem viveu a dureza da espera mas, como quem goza, agora, na vida, a vida prometida pelas promessas.
Por esse motivo a Palavra se chama:
“Palavra do Senhor, Palavra da salvação, Palavra de vida”.
Jesus disse aos apóstolos: “Vós sereis minhas testemunhas”. Testemunhas não só para dizer o que disse Jesus mas, provar pela vida a vida que Jesus oferece a todos os escolhidos. Uma vida sobrenatural vivida naturalmente. Livre de todas as dificuldades da realidade: social, política e cultural. Não para gerar em nós uma vida alienada do social, da política nem da cultural mas, como quem é maior que as aberrações do social, da política e das diversidades culturais.
Jesus quer que testemunhemos uma vida totalmente diferente da que o mundo conhece. Uma vida totalmente própria, que vive no mundo e do mundo, mas não pertence ao mundo mas que se oferece ao mundo como solução para o mundo.
A Palavra de Deus é o chamamento para a santificação dos escolhidos. Embora seja dos escolhidos ela é plenamente pessoal, de Deus para cada um de nós. Ela é não é só o sustento vital, mas é quem governa o nosso espírito, que por sua vez, coloca nosso racional em condições de ver com os olhos de Deus, de sentir com a sensibilidade de Deus.
Quando percebemos em nós que a Palavra nos questiona, nos interpela, nos orienta é porque estamos agraciados para permitir que Ela plasme, gere em nós sua existência em forma de vida.
Sabemos que Deus tudo criou e continua a criar através da sua Palavra que é a sua vontade.
Somos criaturas de Deus, fomos criados pela sua Palavra, somos como que as primícias das suas criaturas.
Nosso relacionamento com a Palavra de Deus, deve nos levar a três posturas de vivencia:
“Acolher a Palavra – Meditar a Palavra – Praticar a Palavra”.
Acolher a Palavra:
Uma bela escuta – Uma aceitação amorosa por ser Deus falando a você – Uma acolhida percebendo estar Ela sendo semeada e encarnada em você – uma certeza enorme de que você está adquirindo condições de salvar a sua alma. O que você acrescentaria mais?
Meditar a Palavra:
Contemplar o porque Deus está falando aquilo para você. Perceba a Palavra como sendo um espelho no qual você vai se vendo e conhecendo a si mesmo. Perceba você descobrindo sua deformidade diante da imagem de Deus e da imagem de Cristo. Quando Cristo diz: “Bem aventurados os pobres de espíritos”, como num espelho você vê, rapidamente, quão cheio de apegos e de coisas supérfluas é a sua vida. “A caridade é paciente”, e você se dá conta de quanto você é impaciente, invejoso, interesseiro.
Mais do que esmiuçar a Palavra, você vai perceber estar sendo você esmiuçado pela Palavra.
A contemplação da Palavra vai lhe trazer dois conhecimentos importantes para você avançar na sabedoria divina: “O conhecimento de Deus e o conhecimento de si mesmo”.
Sto.Agostinho: “Que eu me conheça para humilhar-me e conheça a Ti para amar-Te”.
Você, tranqüilamente, perceberá na Palavra uma fundamental direção espiritual exclusivamente para você. A Palavra lhe dará uma unção interior do Espírito dando-lhe, assim, uma boa inspiração e a boa inspiração em resolução prática dos seus problemas.
“Lâmpada para os meus passos é a vossa palavra, luz sobre meu caminho” (Sm 119, 105).
Além de revelar o estado em que se encontra a sua alma, a Palavra revelará a situação espiritual de grande parte da sociedade moderna diante de Deus
Praticar a Palavra:
Colocando-a em prática, você fará a experiência de encontrar a felicidade desejada: viver em estado de graça. Vida sobrenatural, a vida na qual você foi criado.
“Minha mãe e meus irmãos são aqueles que escutam a palavra de Deus e as põem em prática”
(Lc 8,21). Sem este fazer acontecer a palavra em sua vida, tudo se torna ilusão, construção sobre a areia. Ser bom deverá ser o prazer do seu viver (só Deus é bom mas, agora você o será também).
A Palavra de Deus só é compreendida verdadeiramente quando você a pratica.
Isto é obedecer à Palavra, dar ouvidos no sentido de ser e fazer aquilo que você escutou e acreditou.
A obediência de Jesus sempre foi exercitada através da obediência à palavra deixada por Deus, A.T.
Toda esta vida sobrenatural, vida da graça, só será possível pelo seu conhecimento junto com o seu querer aquilo que Deus sempre quis ser por você e em você. . “Sem mim nada podeis”.
AMÈM – ALELUIA.
Mário Machado, 21 / 07 / 08 18:08 hrs.
domingo, 27 de julho de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Toda a escritura é inspirada por Deus - (2Tim 3,16)
“TODA A ESCRITURA É INSPIRADA POR DEUS” (2 Tim 3, 16)
Pensemos nessa afirmativa, nessa verdade.
Inspirada significa que o Apóstolo, mesmo sabendo de tudo, tudo escreveu conforme o Espírito ia lhe sugerindo em sua mente. Tudo o que o Apóstolo escrevia era perfeitamente como ele, o Apóstolo, queria porque assim sentia..jpg)
Podemos imaginar uma representação desse evento sobrenatural entre Deus e o seu Apóstolo, momento da transferência do ser de Deus para a realização através do Apóstolo: Deus “toca” com seu dedo divino, Isto é, sua energia que é o Espírito Santo e atinge aquele ponto, pelo qual o homem se submete, ponto de Deus no homem, fazendo com que o homem, pelo seu espírito humano, se abra ao infinito, ao sobrenatural, para permitir o que vai acontecer, sendo perfeitamente do seu agrado.
O toque de Deus no Apóstolo, simples e instantâneo, se difunde em todo o seu ser em toda a sua faculdade humana, gerando vontade, inteligência, sonho, alegria, tornando-o capaz de entender em plenitude a sua verdadeira vida e tornando-o, assim, incapaz de voltar a ser o que era.
Poderíamos dizer que o Apóstolo vivia suas duas dimensões: humana e divina ,simultaneamente e de maneira perfeitamente consciente de cada uma delas.
Sabia perfeitamente que não ia poder corresponder com a missão a qual foi chamado, humanamente sabendo, porém, tranqüilo seguia, ia em frente enfrentando tudo como quem sabia tudo o que tinha que dizer e fazer.
O Apóstolo sabia que o autor de sua nova vida era Deus e que toda responsabilidade era de Deus. Deus era o responsável por tudo o que caberia ao Apóstolo decidir e realizar, pois tudo seria conteúdo da ação do Espírito Santo aceita pelo Apóstolo sentindo-se assim, honrado sobremaneira.
Deus e o homem são como o músico que tocando, faz vibrar as cordas. O som é todo um trabalho do músico mas nada aconteceria sem as cordas.
Deus quis precisar do homem para que o homem descobrisse sua importância para Deus e que juntos se tornariam “UM”, o homem sem deixar de ser o homem e Deus sendo o Deus do homem
Falando da criação, Santo Agostinho diz que Deus não fez tudo e depois se foi, mas que então “VEM a ELA, permanecendo nela”
Assim é com a Palavra de Deus: vem de Deus, que permanece nela e ela nEle.
Depois de ter inspirado a Escritura, o Espírito Santo, fazendo parte dela, habitando nela a anima com seu sopro divino.
A Palavra é a morada de Deus, é a casa do Espírito afirma os Santos da Igreja.
Considerando toda estas verdades, sabendo que a Palavra de Deus é vida eterna e imutável, não foi proclamada para que simplesmente tiremos mensagens dela. Mensagens para indicar apenas um caminho a seguir sendo que ela nos foi proclamada como Palavra do Senhor e da salvação, vida de Deus inserida nela, morada do Espírito Santo, com poder de nos arrancar do mundo e colocar-nos no Reino.
Assim devemos considerar a Palavra: ler para tomar conhecimento da vida divina a nós oferecida e nos permitir orar suplicando para que aconteça, se faça em nós conforme a Palavra, conforme a vontade de Deus. AMÉM – ALELUIA .
O costume de se tirar mensagens nos grupos de oração, provoca inibição aos novatos e aos que não conseguem exprimirem seus entendimentos da Palavra com palavras.
Os que são bons em apresentar mensagens tornam-se admirados e com isso inibem os demais do grupo. Todos ficam esperando pela colocação deles, julgando-se incompetentes para expressar as suas. As vezes podem surgir mensagens diferentes podendo, assim, provocar competição e até divergências de entendimento.
Mário Machado 02 / 07 / 08
Pensemos nessa afirmativa, nessa verdade.
Inspirada significa que o Apóstolo, mesmo sabendo de tudo, tudo escreveu conforme o Espírito ia lhe sugerindo em sua mente. Tudo o que o Apóstolo escrevia era perfeitamente como ele, o Apóstolo, queria porque assim sentia.
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Podemos imaginar uma representação desse evento sobrenatural entre Deus e o seu Apóstolo, momento da transferência do ser de Deus para a realização através do Apóstolo: Deus “toca” com seu dedo divino, Isto é, sua energia que é o Espírito Santo e atinge aquele ponto, pelo qual o homem se submete, ponto de Deus no homem, fazendo com que o homem, pelo seu espírito humano, se abra ao infinito, ao sobrenatural, para permitir o que vai acontecer, sendo perfeitamente do seu agrado.
O toque de Deus no Apóstolo, simples e instantâneo, se difunde em todo o seu ser em toda a sua faculdade humana, gerando vontade, inteligência, sonho, alegria, tornando-o capaz de entender em plenitude a sua verdadeira vida e tornando-o, assim, incapaz de voltar a ser o que era.
Poderíamos dizer que o Apóstolo vivia suas duas dimensões: humana e divina ,simultaneamente e de maneira perfeitamente consciente de cada uma delas.
Sabia perfeitamente que não ia poder corresponder com a missão a qual foi chamado, humanamente sabendo, porém, tranqüilo seguia, ia em frente enfrentando tudo como quem sabia tudo o que tinha que dizer e fazer.
O Apóstolo sabia que o autor de sua nova vida era Deus e que toda responsabilidade era de Deus. Deus era o responsável por tudo o que caberia ao Apóstolo decidir e realizar, pois tudo seria conteúdo da ação do Espírito Santo aceita pelo Apóstolo sentindo-se assim, honrado sobremaneira.
Deus e o homem são como o músico que tocando, faz vibrar as cordas. O som é todo um trabalho do músico mas nada aconteceria sem as cordas.
Deus quis precisar do homem para que o homem descobrisse sua importância para Deus e que juntos se tornariam “UM”, o homem sem deixar de ser o homem e Deus sendo o Deus do homem
Falando da criação, Santo Agostinho diz que Deus não fez tudo e depois se foi, mas que então “VEM a ELA, permanecendo nela”
Assim é com a Palavra de Deus: vem de Deus, que permanece nela e ela nEle.
Depois de ter inspirado a Escritura, o Espírito Santo, fazendo parte dela, habitando nela a anima com seu sopro divino.
A Palavra é a morada de Deus, é a casa do Espírito afirma os Santos da Igreja.
Considerando toda estas verdades, sabendo que a Palavra de Deus é vida eterna e imutável, não foi proclamada para que simplesmente tiremos mensagens dela. Mensagens para indicar apenas um caminho a seguir sendo que ela nos foi proclamada como Palavra do Senhor e da salvação, vida de Deus inserida nela, morada do Espírito Santo, com poder de nos arrancar do mundo e colocar-nos no Reino.
Assim devemos considerar a Palavra: ler para tomar conhecimento da vida divina a nós oferecida e nos permitir orar suplicando para que aconteça, se faça em nós conforme a Palavra, conforme a vontade de Deus. AMÉM – ALELUIA .
O costume de se tirar mensagens nos grupos de oração, provoca inibição aos novatos e aos que não conseguem exprimirem seus entendimentos da Palavra com palavras.
Os que são bons em apresentar mensagens tornam-se admirados e com isso inibem os demais do grupo. Todos ficam esperando pela colocação deles, julgando-se incompetentes para expressar as suas. As vezes podem surgir mensagens diferentes podendo, assim, provocar competição e até divergências de entendimento.
Mário Machado 02 / 07 / 08
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